Artigo: Semana Lixo Zero convida a repensar hábitos e reduzir a geração de resíduos
Esta sexta edição da Semana Lixo Zero de Porto Alegre nos traz mais uma vez a oportunidade de refletir sobre o nosso consumo e o destino dos resíduos gerados a partir das escolhas que fazemos diariamente. A análise começa antes do descarte, ao considerar as possibilidades de reaproveitamento ou de reciclagem dos produtos que adquirimos.
Promovida desde 2021 na última semana de outubro, a semana integra o calendário oficial de eventos do município, por meio da Lei nº 12.849/2021. A legislação estabelece que a data incentive ações para sensibilizar cada cidadão sobre sua relação com seus resíduos. A proposta alinha-se diretamente com o trabalho desenvolvido pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), que reforça as atividades de educação ambiental para estimular boas práticas no intuito de reduzir, reutilizar, reciclar e compostar os materiais.
A iniciativa municipal dialoga com a mobilização Lixo Zero, que ganha força em diferentes cidades brasileiras, ainda que as programações ocorram em períodos distintos neste ano. Organizações, coletivos e governos participam do movimento para impulsionar a destinação correta. Já em Porto Alegre, o cronograma amplia o debate sobre a separação adequada de resíduos, iniciado com a implantação da Coleta Seletiva, em 1990.
Essa conexão entre diferentes esferas reforça o papel central do cidadão na construção de uma cidade mais limpa. Por isso, além da busca por prestar serviços cada vez mais qualificados, o DMLU também oferece capacitações para escolas, condomínios ou demais interessados em orientações sobre gestão de resíduos.
É fundamental termos em mente que o melhor resíduo é aquele que não é gerado. A nossa responsabilidade socioambiental começa em escolhas diárias e simples, como recusar plásticos de uso único, priorizar embalagens retornáveis e transformar restos orgânicos em adubo para a terra.
Carlos Alberto Hundertmarker
Diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU)
*Artigo publicado na edição de 26 de outubro do jornal Correio do Povo.
Lissandra Mendonça