Detectores de avanço de sinal começam a operar no domingo
A partir deste domingo, 1º, inicia-se a operação de monitoramento e fiscalização dos novos Detectores de Avanço de Sinal (DAS) nos dois primeiros cruzamentos a receber os equipamentos — avenida Protásio Alves com a rua Vicente da Fontoura e avenida Bento Gonçalves com a avenida Princesa Isabel. O período experimental, destinado ao levantamento de dados e ao monitoramento do comportamento dos condutores, encerra-se às 23h59 de sábado, dia 28.
Até junho, os equipamentos serão implantados em 15 cruzamentos considerados críticos, com base em estudos técnicos e dados de sinistralidade. A iniciativa integra a estratégia da Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (SMMU) e da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), para reforçar a segurança viária e preservar vidas.
Dados do Programa Vida no Trânsito indicam que, em 2025, o avanço do sinal vermelho foi o principal fator de risco identificado nas mortes no trânsito em Porto Alegre, o que reforça a necessidade de ações estruturais e de fiscalização mais rigorosa.
“Além de contribuir para a conscientização sobre o respeito às regras e promover uma mudança cultural em favor da segurança viária, esses equipamentos permitem qualificar o monitoramento e a análise de dados de mobilidade, oferecendo subsídios técnicos para a gestão da cidade”, afirma Pedro Bisch Neto, diretor-presidente da EPTC.
Comunicado - Durante o período de testes, centenas de condutores foram flagrados cometendo infrações por avanço do sinal vermelho. Mais de 90 já receberam comunicado educativo informando que, a partir de 1º de março, esse comportamento de risco será fiscalizado e poderá resultar em multa. Leia o comunicado aqui.
O Detector de Avanço de Sinal (DAS) é um equipamento destinado a garantir a segurança viária. Permite o monitoramento do comportamento dos condutores e a identificação de veículos que ultrapassam o cruzamento após o início do sinal vermelho do semáforo ou que transitam acima do limite de velocidade estabelecido para a via. Essas condutas inadequadas aumentam significativamente o risco de sinistros de trânsito, especialmente colisões transversais, frequentemente associadas a lesões graves e mortes. Integrados ao sistema semafórico, os detectores registram, de forma automatizada, a ocorrência da infração por meio de sensores, câmeras e softwares de processamento de imagens, assegurando precisão técnica e respaldo legal às informações coletadas.
Além de permitir a identificação de condutas de risco, como o desrespeito à sinalização e o excesso de velocidade, os DAS têm caráter preventivo e educativo, o que contribui para a redução de sinistros graves e fatais, especialmente em cruzamentos com histórico elevado de ocorrências. Os dados gerados pelos equipamentos também subsidiam ações de engenharia de tráfego, fiscalização e educação para o trânsito, orientando políticas públicas voltadas à segurança viária.
Os locais, com intenso fluxo de veículos, foram definidos a partir de estudos técnicos que consideram o maior registro de sinistros de trânsito com alto padrão UPS (Unidade Padrão de Severidade). Essas ocorrências estão associadas a vítimas fatais ou feridos graves e, portanto, representam maior custo social e prioridade para ações de prevenção.
A utilização de instrumentos eletrônicos medidores de velocidade integra as ações do Plano de Segurança Viária Sustentável (PSVS) da Capital e está alinhada às diretrizes do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que visa à redução do índice de mortalidade no trânsito.
Próximos cruzamentos a receber os detectores em março:
- Avenida Oscar Pereira x rua Cel. Aparício Borges
- Avenida Nonoai x rua Dr. Campos Velho
- Avenida Farrapos x rua Santo Antônio
Educação – Ao longo do período experimental, os agentes da Escola Pública de Mobilidade têm realizado uma série de ações educativas em cruzamentos, reforçando a importância do respeito ao sinal vermelho. A EPTC orienta os condutores da Capital que o avanço do sinal para dar passagem a ambulâncias e veículos de emergência é tolerado. O Código de Trânsito Brasileiro garante respaldo legal ao motorista que abre caminho para esses veículos, mesmo que, para isso, seja necessário avançar a linha de retenção do semáforo. Nessa situação, o condutor não será autuado, desde que os veículos estejam em serviço de urgência e devidamente identificados com alarme sonoro e iluminação vermelha intermitente.
Tolerância – A EPTC reforça que, em Porto Alegre, há tolerância para transpor o sinal vermelho em período noturno previamente estabelecido, das 23h às 4h59, desde que o condutor adote os cuidados obrigatórios. Nesses casos, é indispensável:
- Reduzir a velocidade
- Respeitar quem tem prioridade na via
- Dar preferência absoluta aos pedestres
- Manter o limite máximo de 30 km/h
Bianca Dilly