EPTC registra redução no recolhimento de equinos e incentiva adoção responsável
De janeiro a junho deste ano, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) recolheu 122 cavalos encontrados em locais de circulação proibida ou em situação de maus-tratos em Porto Alegre. O número é inferior ao registrado no mesmo perÃodo de 2025, quando foram recolhidos 126 animais.
No primeiro semestre de 2026, a EPTC atendeu 291 ocorrências envolvendo equinos. Do total de animais recolhidos, dez foram resgatados por maus-tratos e nove eram reincidentes, identificados por meio do microchip implantado em recolhimentos anteriores. No perÃodo, 82 cavalos foram devolvidos aos proprietários e 26 encaminhados para adoção.
Todos os animais acolhidos recebem atendimento veterinário, são microchipados e identificados. A tecnologia permite acompanhar o histórico de cada cavalo e identificar casos de reincidência, contribuindo para a fiscalização e o bem-estar dos animais.
"Todos os cavalos acolhidos no abrigo da EPTC recebem identificação permanente. Esse registro individual permite um acompanhamento mais preciso do histórico de cada animal, contribuindo para o monitoramento de sua saúde, bem-estar e destinação", destaca o diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto.
Durante o inverno, os casos de abandono costumam aumentar devido à escassez de pastagem e ao aumento do custo da alimentação. Por isso, a EPTC reforça o alerta para os riscos causados por cavalos soltos nas vias e incentiva a adoção responsável.
Atualmente, o abrigo da EPTC acolhe 58 cavalos, dos quais 52 estão aptos para adoção. Os interessados devem possuir espaço adequado e realizar o cadastro por meio da Carta de Serviços da Prefeitura de Porto Alegre, assumindo a guarda legal do animal como fiel depositário. Em 2026, a EPTC já realizou 17 vistorias de acompanhamento junto à s famÃlias adotantes.
Casos de abandono ou maus-tratos podem ser denunciados pelos telefones 156 (opção 1) ou 118. Os animais recolhidos recebem atendimento veterinário e, após recuperação, podem ser disponibilizados para adoção.
Lissandra Mendonça