Porto Alegre apresenta indicadores positivos de segurança viária em seminário estadual
Os desafios para a redução da sinistralidade no trânsito, no âmbito da legislação, das políticas públicas e do uso da tecnologia, foram debatidos ao longo do dia no seminário Educação, Segurança Viária e Aprimoramento de Políticas Públicas. O evento, promovido pelo Conselho Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Cetran-RS) e pelo Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do Rio Grande do Sul (SindiCFC-RS), reuniu nesta quinta-feira, 7, especialistas, gestores públicos e representantes de instituições ligadas ao setor para discutir estratégias voltadas à qualificação da mobilidade urbana e à redução de sinistros no trânsito, no auditório da Fecomércio-RS.
O secretário de Mobilidade Urbana, Adão de Castro Júnior, e o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Pedro Bisch Neto, participaram como palestrantes do painel "Segurança Viária, Fiscalização e Políticas Públicas", que abordou temas como os impactos da flexibilização da formação de condutores, os investimentos em infraestrutura viária e as ações integradas de gestão e fiscalização do trânsito voltadas à prevenção de acidentes.
“Entre as medidas adotadas, a qualificação e o incentivo ao uso do transporte público também contribuem para a redução do número de veículos em circulação e, consequentemente, para a diminuição de vítimas no trânsito”, destacou o secretário de Mobilidade Urbana, Adão de Castro Júnior. O secretário também ressaltou o avanço do processo de eletrificação da frota de ônibus da Capital, com o financiamento já aprovado para a aquisição de mais 100 ônibus elétricos.
De acordo com dados recentes da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e do Ministério dos Transportes, o Brasil enfrenta um cenário alarmante em relação a condutores não habilitados, especialmente no segmento de duas rodas. Os números apresentados mostram que 20 milhões de pessoas dirigem ou pilotam veículos sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no país.
Apesar deste cenário preocupante em todo o país, a realidade de Porto Alegre vai ao contrário desta indicação. Pedro Bisch Neto apresentou dados dos registros do primeiro mês de monitoramento através de Detectores de Avanço de Sinal (DAS) que reforçam o comportamento responsável dos condutores.
“Os registros apontam que 99,96% dos condutores respeitam a sinalização e as regras de trânsito ao passar pelos cruzamentos monitorados e que apenas 0,04% dos veículos são autuados em relação ao volume total de circulação. O uso da tecnologia no monitoramento das vias torna a fiscalização mais eficiente e contribui diretamente para subsidiar decisões técnicas para reduzir infrações e, consequentemente, acidentes graves nos pontos críticos da cidade”, destaca Bisch Neto.
O gestor também destacou que Porto Alegre possui a menor taxa de mortalidade no trânsito por frota de veículos entre as capitais analisadas, considerando o número de mortes a cada 10 mil veículos.
“Alcançar a menor taxa de mortalidade no trânsito entre as capitais analisadas é resultado de um trabalho permanente de planejamento, fiscalização, educação e qualificação da infraestrutura viária. Esse resultado demonstra que o esforço integrado entre poder público, órgãos de segurança e sociedade contribui diretamente para a preservação de vidas”, conclui o diretor-presidente da EPTC.
A participação da Prefeitura de Porto Alegre integra a programação voltada ao fortalecimento de ações estratégicas para a redução de sinistros e a qualificação das políticas públicas. Durante a atividade, foram debatidos os desafios da mobilidade urbana, a importância da integração entre os órgãos de trânsito e segurança, além do papel da educação como ferramenta fundamental para a mudança de comportamento nas vias.
Gilmar Martins
