Estação de Tratamento de Esgoto do Sarandi volta a operar na Zona Norte
A prefeitura concluiu as obras de reconstrução da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Sarandi. A unidade, operada pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) na Zona Norte, teve os sistemas eletromecânicos e de automação destruídos pelo avanço do rio Gravataí durante a enchente histórica de 2024. Mais de R$ 12 milhões foram investidos na recuperação da estrutura, que atende cerca de 60 mil pessoas com tratamento de esgoto em nível terciário. A unidade foi vistoriada na tarde desta quarta-feira, 27, pelo prefeito Sebastião Melo e pelo corpo técnico do Dmae.
“Não estamos apenas reconstruindo os equipamentos atingidos, mas também construindo estruturas ainda mais preparadas e eficientes. A reconstrução desta estação demonstra nosso compromisso com a saúde das pessoas. Nos próximos anos, com a parceirização do Dmae, vamos ampliar ainda mais a capacidade de tratamento da cidade” - Prefeito Sebastião Melo.
Inaugurada há 12 anos, a ETE Sarandi tem capacidade para tratar até 133 litros de esgoto por segundo em nível terciário. “A retomada das operações na estação representa um ganho importante para o sistema de esgotamento sanitário, que tem como principal objetivo melhorar a relação da cidade com o meio ambiente, especialmente no que diz respeito à preservação dos mananciais”, ressalta o diretor-presidente do Dmae, Vicente Perrone.
Área de abrangência - O Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) Sarandi atende moradores dos bairros Anchieta, Cristo Redentor, Jardim Carvalho, Jardim Itu-Sabará, Jardim Lindóia, Mário Quintana, Passo das Pedras, Protásio Alves, Rubem Berta, Sarandi, São Sebastião, Vila Ipiranga e Vila Jardim.
Esgotamento sanitário - A retomada das operações da ETE Sarandi integra um conjunto de ações voltadas à qualificação do sistema de esgotamento sanitário de Porto Alegre. Cerca de R$ 15 milhões são investidos anualmente na manutenção das estações de tratamento e bombeamento da Capital. Além disso, equipes atuam de forma permanente nas redes de coleta, com investimento anual estimado em R$ 20 milhões.
O Dmae também trabalha na atualização da modelagem do Lago Guaíba, com o objetivo de aprimorar a análise dos impactos das operações de saneamento sobre o manancial.
Lissandra Mendonça
