Prefeitura retoma a segunda de sete obras de escolas paradas há mais de uma década
A Secretaria Municipal de Educação (Smed) assinou, nesta segunda-feira, 5, a ordem de início para a retomada da obra de construção da EMEI Raul Cauduro, no bairro Mário Quintana. O prefeito Sebastião Melo e o secretário de Educação, Leonardo Pascoal, estiveram no local.
Paralisada há mais de 10 anos, a escola receberá um investimento de R$ 7,05 milhões e tem conclusão prevista em até 12 meses. O projeto prevê o atendimento de até 224 crianças em dois turnos ou 112 crianças em período integral.
Essa é a segunda de sete escolas com obras paralisadas e que serão retomadas até o final de 2026. Em novembro de 2025, tiveram início os trabalhos da EMEI Moradas da Hípica, com investimento de R$ 6,3 milhões.
“Temos como meta da nossa gestão zerar o déficit da educação infantil. Já reduzimos muito, e cada obra iniciada ou retomada representa mais bebês e crianças dentro de uma boa escola. Essa aqui terá capacidade para 120 alunos em turno integral, o que dará mais tranquilidade para os pais do bairro Mário Quintana” - Prefeito Sebastião Melo.
Outras cinco escolas devem ter obras retomadas ao longo de 2026, após análise e/ou elaboração dos projetos complementares:
- EMEI Colinas da Baltazar (Parque Santa Fé);
- EMEI Jardim Leopoldina II (Jardim Leopoldina);
- EMEI Clara Nunes (entre Restinga e Lageado);
- EMEI Jardim Urubatã (Aberta dos Morros);
- EMEI Loteamento Ana Paula (Restinga).
“Por muitos anos, essas obras ficaram abandonadas, representando descaso e desperdício de dinheiro público. Retomá-las é corrigir uma injustiça histórica com a comunidade e com as crianças de Porto Alegre. Nosso compromisso é claro: concluir todas as obras, entregar escolas de qualidade e transformar espaços abandonados em ambientes de aprendizagem e construção de futuro”, destacou o secretário municipal de Educação, Leonardo Pascoal.
Repactuação - A retomada foi possível após a prefeitura repactuar os contratos com o governo federal. As sete unidades fazem parte do Proinfância e estavam abandonadas devido à falta de repasses federais ou problemas com as construtoras contratadas à época.
Cristiano Vieira
