Porto Alegre tem 1,8 milhão de árvores em áreas públicas

23/09/2026 15:14
Sérgio Louruz/SMAMUS
MEIO AMBIENTE URBANISMO E SUSTENTABILIDADE
Do ponto de vista fitossanitário, 92% das árvores do sistema viário estão em estado bom ou regular; em praças e parques, o índice é de 94%

Porto Alegre tem 1.797.065 árvores em áreas públicas, segundo o Inventário da Arborização Urbana apresentado nesta quarta-feira, 23, pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus).

O levantamento estima 211.256 árvores no sistema viário (calçadas e canteiros centrais); 110.744 em praças e parques; 286.039 nas quatro unidades de conservação municipais (Morro do Osso, Saint’Hilaire, Morro São Pedro e Lami); e 1.189.026 nas ilhas do Delta do Jacuí, unidade de conservação estadual. O estudo não considera áreas privadas e de preservação permanente.

O inventário identificou 415 espécies no sistema viário e 401 em praças e parques, distribuídas em 215 gêneros e 67 famílias. Nas vias, as espécies mais frequentes são jacarandá, extremosa e ligustro; em praças e parques, tipuana, chal-chal e pitangueira. Do ponto de vista fitossanitário, 92% das árvores do sistema viário estão em estado bom ou regular; em praças e parques, o índice é de 94%.

"Porto Alegre recuperou o protagonismo na arborização urbana. Nos últimos anos, investimos mais de R$ 100 milhões nas áreas verdes da cidade, plantamos cerca de 20 mil árvores e recuperamos o Viveiro Municipal. O resultado se reflete no conforto térmico, na paisagem urbana, na drenagem, na resiliência climática e, acima de tudo, na qualidade de vida das pessoas”, afirma o titular da Smamus, Germano Bremm.

A origem das espécies revela a mudança de diretriz do município nos últimos anos. No sistema viário, 55,6% das árvores existentes são exóticas. No planejamento dos novos plantios, a prefeitura prevê 91,4% de espécies nativas, dentro do conceito de plantio inteligente “Árvore certa para o lugar certo”. O levantamento aponta ainda que apenas 26,8% das árvores em calçadas e canteiros não apresentam conflito com a infraestrutura urbana, como redes aéreas. Atualmente os técnicos trabalham com espécies mais adaptadas que causam menos conflitos com os demais elementos.

“O inventário nos permite conhecer a arborização que temos hoje e compreender o papel que ela desempenha na cidade de Porto Alegre. Com esses dados, podemos tomar decisões mais precisas sobre conservação, manejo, plantio e expansão da infraestrutura verde”, explica a diretora de Áreas Verdes, Verônica Riffel.

Metodologia – O estudo utilizou metodologias diferentes devido às características de cada área. No sistema viário, o número de árvores foi calculado por amostragem, contabilizando 10% dos quarteirões de cada um dos 94 bairros e 10% dos segmentos de 100 metros dos canteiros centrais. Em praças e parques, a estimativa considerou a densidade média de 118 árvores por hectare nos 1.123 hectares de áreas verdes. Nas unidades de conservação, a estimativa usou como referência a densidade de 929 indivíduos por hectare, conforme o Inventário Florestal Contínuo da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

 

Carla Bisol

Gilmar Martins