Porto Alegre abre 150 novas vagas para atendimento de crianças e adolescentes atípicos
A Prefeitura de Porto Alegre ampliou, nesta sexta-feira, 2, a rede de atendimento especializado para crianças e adolescentes com transtornos do desenvolvimento, incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O ato oficial que marcou o início da parceria com o Educandário - Centro de Reabilitação São João Batista habilitou 150 novas vagas por meio do programa TEAcolhe, em parceria com o Governo do Estado.
A manutenção do serviço contará com recursos compartilhados entre Município e Estado. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) destinará R$ 1.477.176 por ano, enquanto o governo estadual repassará R$ 1,2 milhão anuais. O TEAcolhe é uma política estadual voltada à integralidade do cuidado às pessoas com autismo e ao fortalecimento da rede de atenção especializada.
Para o secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter, a ampliação representa mais acesso ao cuidado especializado e continuidade do trabalho de expansão da rede. “Cada nova vaga significa uma criança ou adolescente que passa a ter acesso a acompanhamento adequado e uma família que encontra suporte na rede de saúde. Estamos ampliando de forma consistente a capacidade de atendimento em Porto Alegre, com investimento municipal e construção conjunta com o Estado e as instituições parceiras. Nosso desafio é avançar cada vez mais para reduzir o tempo de espera e garantir cuidado multiprofissional perto de quem precisa”, afirma Ritter.
Os pacientes atendidos no Educandário terão acompanhamento multiprofissional, com profissionais de áreas como terapia ocupacional, psicologia, psiquiatria infantil, musicoterapia, psicomotricidade e psicopedagogia. O acesso ao serviço ocorre por meio do Sistema de Gerenciamento de Consultas (Gercon), conforme avaliação e posição na fila de espera para atendimento de transtornos do desenvolvimento.
Expansão - No início do ano, a rede contava com 1.084 vagas. Em março, o número chegou a 1.234; em julho, a 1.309; e, em setembro, alcançou 1.639. A nova habilitação eleva a capacidade para 1.789 vagas, um acréscimo de 705 vagas ao longo do ano, aproximadamente 65% em relação a janeiro. A expansão ocorre por diferentes modalidades de parceria e contratação da rede especializada, incluindo serviços conveniados e Centros de Atendimento em Saúde (CAS) vinculados ao TEAcolhe.
Lissandra Mendonça
