Cruzamentos na Protásio Alves e 3ª Perimetral terão Detectores de Avanço de Sinal a partir de segunda

13/10/2026 17:49
Gustavo Roth EPTC/PMPA
EPTC
Avanço de sinal vermelho e o excesso de velocidade foram principais causas de mortes no trânsito da Capital

Com o objetivo de coibir excessos no trânsito, reduzir comportamentos de risco e preservar vidas, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) inicia, a partir da próxima segunda-feira, 19, o monitoramento de mais dois cruzamentos de Porto Alegre com Detectores de Avanço de Sinal (DAS). Os novos pontos são o cruzamento da avenida Protásio Alves com a rua Ramiro Barcelos e a avenida Venâncio Aires, junto à avenida Osvaldo Aranha e ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), e o das avenidas Plínio Brasil Milano, Augusto Meyer e Carlos Gomes, na 3ª Perimetral.

A sinalização viária dos trechos monitorados foi reforçada junto com a instalação dos equipamentos. Foram colocadas placas e feitas pinturas na via para tornar mais ostensiva a comunicação com os condutores.

Os limites de velocidade continuam os mesmos que já estavam estabelecidos e sinalizados nas vias antes da instalação dos equipamentos.

No cruzamento da 3ª Perimetral, a velocidade máxima permitida e sinalizada é de 60 km/h. No eixo Osvaldo Aranha/Protásio Alves, o limite é de 50 km/h no cruzamento com a avenida Venâncio Aires e de 60 km/h com a rua Ramiro Barcelos. Nas aproximações das transversais, pela Ramiro Barcelos e na avenida Venâncio Aires, o limite é de 40 km/h. Nos trechos de corredor de ônibus, a velocidade máxima para o transporte coletivo é de 30 km/h.

“Estamos conseguindo reverter a projeção de vidas perdidas que tínhamos no início do ano e avançar no objetivo de reduzir os sinistros de trânsito e salvar vidas. O monitoramento mostra que a grande maioria dos motoristas já respeita a sinalização”, afirma o diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto. 

Entre março e agosto, os equipamentos monitoraram mais de 32 milhões de veículos em 11 cruzamentos. Desse total, apenas 0,024% resultaram em infrações.

Os demais cruzamentos monitorados são:

Avenida Aparício Borges x avenida Oscar Pereira

Avenida Baltazar de Oliveira Garcia x avenida Dante Ângelo Pilla/avenida Manoel Elias

Avenida Bento Gonçalves x avenida Antônio de Carvalho

Avenida Bento Gonçalves x avenida Princesa Isabel

Avenida Bento Gonçalves x estrada João de Oliveira Remião

Avenida Farrapos x rua Santo Antônio/rua Walmor Paulo Sauter

Avenida Ipiranga x avenida Azenha

Avenida Ipiranga x avenida Salvador França 

Avenida Nonoai/Cavalhada x avenida Campos Velho/Vicente Monteggia

Avenida Protásio Alves x rua Vicente da Fontoura

Avenida Sertório x rua Edu Chaves/avenida Souza Reis

Fator de risco – Dados do Programa Vida no Trânsito indicam que, em 2025, o avanço do sinal vermelho foi o principal fator de risco identificado nas mortes no trânsito em Porto Alegre. Esse dado reforça a necessidade de ações estruturais e de fiscalização mais rigorosas.

Em resposta a esse desafio, desde março de 2026 Detectores de Avanço de Sinal (DAS) estão sendo usados para monitorar os 15 cruzamentos com maior número de sinistros na capital gaúcha, conforme o planejamento da EPTC. Os equipamentos eletrônicos monitoram e registram a ultrapassagem do sinal vermelho. A finalidade é qualificar a fiscalização e dar base técnica a decisões que reduzam as infrações e, em consequência, os acidentes graves nesses pontos críticos da cidade. Com os dois novos pontos, 13 dos 15 cruzamentos previstos passam a ser monitorados.

Período noturno – A EPTC lembra que, em Porto Alegre, é tolerado transpor o sinal vermelho entre 23h e 4h59, desde que o condutor tome os cuidados obrigatórios. Nesse caso, ele deve reduzir a velocidade, respeitar a prioridade de quem está na via, dar preferência absoluta aos pedestres e não ultrapassar 30 km/h. O descumprimento dessas regras configura infração de trânsito.

Veículos de emergência – Pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o condutor que avança o sinal vermelho para dar passagem a ambulâncias e outros veículos de emergência em atendimento não é autuado. Esses registros são analisados pela EPTC e, quando a situação é confirmada, a autuação é descartada. Se a infração chegar a ser registrada, o condutor pode apresentar defesa, e a EPTC reavalia o caso mediante comprovação, conforme a legislação.

O uso de equipamentos eletrônicos de fiscalização integra as ações do Plano de Segurança Viária Sustentável (PSVS) de Porto Alegre. Também está alinhado ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que busca reduzir mortes e ferimentos graves no trânsito com ações de engenharia, educação e fiscalização.

Vida no Trânsito – Porto Alegre integra o Programa Vida no Trânsito (PVT), coordenado pelo Ministério da Saúde. Desde 2012, o município analisa todos os sinistros fatais para identificar os fatores e as condutas de risco envolvidos, que em sua maioria são comportamentais. Essas informações orientam as ações de educação, planejamento e fiscalização voltadas à prevenção de novos acidentes.

 

Gustavo Roth

Gilmar Martins