EPTC reforça ação educativa pela segurança de idosos no trânsito
Pensamento acelerado, mas pernas não tão ágeis assim. Esta situação tem atrapalhado a vida de alguns idosos no dia a dia na circulação. Das 53 vítimas fatais neste ano no trânsito da Capital, 23 eram pedestres, todos em razão de atropelamentos, sendo 15 pessoas na faixa da terceira idade. Além disto, 304 idosos ficaram feridos em acidentes de janeiro a agosto. Os dados são da Equipe de Armazém de Dados da Mobilidade (EADM) da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).
Em razão desta realidade, a EPTC tem reforçado atividades educativas com grupos de idosos. Na programação da Coordenação de Educação para a Mobilidade (CEM) desta quinta-feira, 12, no EPTChê, no Acampamento Farroupilha, participaram representantes da terceira idade do Grupo Viva Vida, do Hospital Conceição, e também do Sindicato de Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas do Rio Grande do Sul (Sinapergs). “Participamos nesta atividade com 18 idosos. Eles fazem parte do nosso grupo do coral. É uma ação que dá continuidade a uma parceria de bastante tempo com a EPTC, de prevenção à acidentalidade, principalmente em relação a atropelamentos”, afirma Camila Becker, do Sinapergs. “Também temos uma parceria com a EPTC, um trabalho preventivo em relação à acidentalidade com idosos. As orientações são muito importantes como alerta para uma circulação com menos riscos”, afirma Elen Sampaio, do Viva Vida, grupo de idosos com apoio do Hospital Conceição, com mais de 30 anos de atividades, e que reúne semanalmente dezenas de pessoas da terceira idade.
O agente Eduardo de Souza, da CEM, que ministra palestras para os idosos, fala sobre a nova realidade que envolve este segmento da população no dia a dia da circulação: “O público idoso está cada vez mais participativo na circulação da cidade, com deslocamentos para lazer ou mesmo para o trabalho. Assim, ficam mais expostos à acidentalidade no trânsito. O idoso precisa ter consciência desta situação, redobrando cuidados principalmente em relação a atropelamentos. E os mais jovens também devem entender esta nova realidade, e colaborar para evitar acidentes”, reforça.
As ações com idosos no EPTChê ou em outros locais de grupos da terceira idade, de acordo com o Programa Pedestre Idoso, têm origem no Programa Vida no Trânsito, que surgiu em pacto firmado com a ONU no início da década e visa reduzir pela metade o número de mortes e lesões graves no trânsito em dez anos. O programa é liderado pelo Ministério da Saúde e se ocupa na qualificação das informações inerentes aos acidentes de trânsito no Brasil.
Taís Dimer Dihl