Prefeito entrega ao presidente pedido de recursos para obras de proteção contra cheias no Guarujá e Serraria
O prefeito Sebastião Melo entregou nesta sexta-feira, 11, um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitando a inclusão da obra de proteção dos bairros Guarujá e Serraria no Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece). A entrega ocorreu na Base Aérea de Canoas, durante encontro de prefeitos da Região Metropolitana com Lula para tratar sobre recursos do Firece.
O sistema de proteção contra cheias da Capital foi construído na década de 1960 e se estende desde o bairro Sarandi até o Cristal, com o restante da zona sul desprotegida. Em outubro de 2024, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) contratou a empresa de consultoria Rhama Analysis, que apresentou três alternativas tecnicamente viáveis para a região: a construção de um muro, a elevação da avenida Guaíba ou da Praça Zeno Simon.
“A obra dos pôlderes 7 e 8 foi um ótimo exemplo de cooperação federativa entre União, Estado e município. Com recursos e empenho de todos, erguemos em tempo recorde uma grande obra de proteção na zona norte. Agora, queremos que essa parceria siga para a construção de uma solução definitiva para o Guarujá e Serraria, onde temos o desafio de criar um sistema do zero, mas sem impedir a relação que hoje existe dos moradores com o Guaíba” - Prefeito Sebastião Melo.
Nos três cenários propostos, além das obras, serão necessários recursos para o acolhimento de famílias, desapropriações e o pagamento de indenizações. A estimativa preliminar indica que os recursos podem chegar a cerca de R$ 350 milhões.
"Estamos avaliando com rigor técnico qual das alternativas melhor equilibra proteção, custo e menor impacto para os moradores. Até que a obra definitiva seja viabilizada, seguimos reforçando as medidas de contingência na região”, ressalta o diretor-executivo do Dmae, Alex Souza.
Plano de contingência - Enquanto não há execução das obras definitivas, o Dmae atua com ações de contingência para proteção do bairro. Em agosto, foram instaladas barreiras móveis que permitem a construção rápida de diques provisórios para conter a entrada da água em áreas suscetíveis a inundações.
O Dmae também adota como medida o bloqueio físico de parte das redes e canais de drenagem que se conectam ao Guaíba. Neste caso, bombas móveis são instaladas na região para permitir a retirada da água da chuva que cai nas vias.
Lissandra Mendonça