Assistência Social reforça cuidados com alimentação de bebês e crianças em acolhimento
Do preparo seguro de fórmulas infantis à prevenção de engasgos, a alimentação de bebês e crianças acolhidas pela rede municipal é tema de uma nota técnica elaborada pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas). O documento, que reúne orientações para o atendimento de crianças de 0 a 2 anos nas unidades de acolhimento institucional de Porto Alegre, foi disponibilizado no site da secretaria nesta quinta-feira, 22.
Elaborada pela Coordenação de Alimentação e Nutrição (Coanut), a Nota Técnica nº 01/2026 já foi encaminhada às organizações da sociedade civil (OSCs) que atuam nos serviços de acolhimento. O material orienta as equipes sobre amamentação, uso de fórmulas infantis, introdução da alimentação complementar e promoção de hábitos alimentares saudáveis. Também aborda cuidados com higienização de utensílios, preparo e armazenamento das fórmulas, consistência das refeições, oferta de líquidos, posição adequada durante a alimentação e prevenção de engasgos.
“Cuidar de uma criança acolhida também significa garantir atenção em cada detalhe da rotina. Com essas orientações, qualificamos o trabalho das equipes e reforçamos a segurança e o cuidado desde os primeiros anos de vida”, destaca o secretário municipal de Assistência Social, Matheus Xavier.
A orientação foi construída para apoiar os profissionais dos serviços de acolhimento em uma fase marcada por intenso crescimento e desenvolvimento. “A proposta é estabelecer referências para as práticas alimentares adotadas nas unidades, especialmente nos serviços que não contam com supervisão técnica de profissional nutricionista”, ressalta a coordenadora da Coanut, Carolina Heineck da Cunha.
Entre as recomendações, a nota estabelece cuidados específicos para o preparo de fórmulas infantis. Os utensílios devem ser higienizados e desinfetados adequadamente, a proporção indicada pelo fabricante precisa ser respeitada e a fórmula deve ser preparada para consumo imediato. Sobras não podem ser reaproveitadas.
Na introdução da alimentação complementar, a orientação é priorizar alimentos in natura e minimamente processados e evitar ultraprocessados para crianças menores de 2 anos. A consistência também deve acompanhar o desenvolvimento infantil: no início, os alimentos devem ser amassados com garfo e evoluir gradualmente para pedaços, sem a utilização de liquidificador ou peneira como rotina.
Outro ponto é a prevenção de engasgos. Alimentos como uvas inteiras, cenoura crua, amendoim, castanhas, nozes, azeitonas e pipoca não devem ser oferecidos inteiros a crianças menores de 2 anos. Durante as refeições, a criança deve permanecer sentada e sob supervisão, com a alimentação adequada à idade e ao estágio de desenvolvimento.
Produzida pela equipe de nutrição da Coanut, a nota tem como referência documentos técnicos e orientações do Ministério da Saúde. O material busca qualificar as práticas adotadas nas unidades e contribuir para a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada e da Segurança Alimentar e Nutricional das crianças acolhidas.
A orientação técnica não substitui a avaliação individual da criança pelos serviços de saúde. Situações clínicas específicas devem ser acompanhadas por profissionais habilitados e, quando necessário, encaminhadas à Rede de Atenção à Saúde.
Confira a Nota Técnica nº 01/2026
Andrea Brasil