Campanha de enfrentamento ao trabalho infantil mobiliza territórios de Porto Alegre
Cerca de mil pessoas participaram das atividades da campanha Proteja a infância. Proteja o futuro, promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), em conjunto com a Comissão Municipal do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Competi). Ao longo de um mês, a iniciativa reuniu formação, sensibilização e ações descentralizadas em diferentes regiões de Porto Alegre.
“Enfrentar o trabalho infantil exige presença nos territórios e acompanhamento contínuo das famílias. A campanha amplia a informação, fortalece a rede e aproxima os serviços das comunidades, mas esse trabalho não termina com as ações de mobilização. Ele faz parte da atuação permanente da Assistência Social na proteção de crianças e adolescentes”, destaca o secretário municipal de Assistência Social, Matheus Xavier.
A programação teve início em 8 de outubro, com um seminário na PUCRS que reuniu 120 profissionais da rede de proteção para qualificação sobre o enfrentamento ao trabalho infantil. A atividade abordou a identificação das situações, os encaminhamentos necessários e a importância da atuação articulada entre os serviços e as diferentes políticas públicas.
Na sequência, a campanha ganhou os territórios. As ações regionais reuniram 880 participantes, com atividades de sensibilização, convivência, cultura, esporte e mobilização comunitária. A programação passou por diferentes regiões da cidade, envolvendo Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Centros de Referência de Assistência Social (Cras), rede socioassistencial, organizações da sociedade civil e parceiros locais.
Mobilização e proteção - Comércio, mendicância e reciclagem estão entre as formas de trabalho infantil identificadas com maior recorrência nos territórios. A atuação da Assistência Social, no entanto, vai além da identificação da situação e envolve o acompanhamento das famílias e a articulação com outros serviços e políticas públicas.
“A mobilização amplia a informação e ajuda na identificação das situações, mas o trabalho continua depois da campanha. Cada acompanhamento precisa considerar a realidade da criança ou adolescente e de sua família, articulando os serviços necessários para garantir direitos e enfrentar as condições que levaram ao trabalho infantil”, explica a coordenadora da Proteção Social Especial de Média Complexidade da Smas, Lucinéia Rodrigues.
Tatiana Bandeira
