Cinemateca Capitólio recebe doação de curta gaúcho realizado na década de 1980 Â
O curta-metragem Viva a Morte, produção de 1987 dirigida pelo cineasta Omar de Barros Filho, passou a integrar recentemente o acervo da Cinemateca Capitólio. Viva a Morte foi um dos curtas financiados pelo 1º Concurso de Projetos de Curta-Metragem, lançado em 1986 pela APTC-RS (Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do Rio Grande do Sul), através de um convênio com o Governo do Estado, a Assembleia Legislativa e a Embrafilme.
O mesmo concurso viabilizou a produção dos curtas Treiler, de Otto Guerra, José Maia e Lancast Mota, O Dia em que Dorival Encarou a Guarda, de José Pedro Goulart e Jorge Furtado, Passageiros, de Carlos Gerbase e Glênio Póvoas, e A Voz da Felicidade, de Nelson Nadotti.
Com 10 minutos de duração, Viva a Morte teve sua primeira exibição no Festival de Gramado de 1987, e discute a permanência da ideologia fascista após o final da Segunda Guerra Mundial, a partir da história de um imigrante espanhol radicado no Brasil.
A coordenadora de Cinema e Audiovisual da Secretaria Municipal da Cultura, Daniela Mazzilli, explica que após ser higienizada e catalogada, a única cópia em 35mm de Viva a Morte deverá ser restaurada digitalmente em 4K pela Cinemateca Capitólio, que desde 2024 iniciou um processo de resgate de obras fundamentais da cinematografia gaúcha.
Cristiano Vieira