Filhos de Maria mergulha na arte milenar da xilogravura 

25/02/2026 15:07

O Complexo Cultural do Porto Seco recebe, nesta sexta-feira, 27, a G.R.E.S.B.C.E.S. Filhos de Maria. A escola levará para a avenida o enredo Xilogravura, uma imersão poética na técnica de imprimir histórias através da madeira. A escola transformará o desfile em uma galeria viva, celebrando a estética do Ukiyo-e e a conexão entre a arte oriental e a expressão popular. A narrativa exalta a disciplina e a espiritualidade de culturas milenares, mostrando como o corte preciso na madeira revela a alma de um povo.

A jornada percorre desde os guerreiros ancestrais e samurais, símbolos de honra e proteção, até a delicadeza da fauna e flora representadas nas gravuras. O desfile destaca a fusão entre o sagrado e o artístico, utilizando o vermelho e o preto para imprimir na passarela a força de uma comunidade que se vê como herdeira dessa herança cultural. A celebração encerra reforçando que, assim como na xilogravura, cada traço da escola é uma marca eterna de identidade e resistência.

G.R.E.S.B.C.E.S. Filhos de Maria

Fundação: 28/04/2019
Cores: vermelho e preto
Símbolo: Virgem Maria
Presidente: Maurício Molina Leites
Enredo: Xilogravura

Samba-enredo
O gongo soou, acorda irmão
Venha emoldurar a esperança
No templo brilha o sol em alvorada
Dragões protegem o portal da arte sagrada
Registros de fé, retratos da paz
Para o velho mundo, forma de expressão
Onde a nobreza exibia, nos salões da fidalguia
Entre as linhas do destino, traços vão se encontrar
Marcas rumo ao infinito
Em mapas e cartas singrando o mar

Num céu de estrelas e balões a enfeitar

A coroa vai chegar
"O cabra avexe não"
Baião e fado nas areias do sertão

Nordestino é o lar
Que repousa a cultura
Entregue ao povo a xilogravura

Vou talhar...
Na matriz os meus sonhos reais
Folhetos ao léu, goivas na mão
Rolos pintando um lindo cordel
Os causos dessa região
Quando a verdade fere a alma
O sertanejo redesenha seu viver
Pra vencer no chão que racha o caminho
Entre as "secas" que a dura vida traz
Pois a zabumba ecoou lá no agreste
E "Padim Ciço" veio para alumiar
Transformar a realidade
Nos "quadros" da comunidade

Maria vem forrozear
No meu pé de serra chamei Lampião
Eu quero ver o artista lapidar
Eternizar a Filhos no seu coração

 

 

Lissandra Mendonça