Causa Animal reforça ações de prevenção e combate à esporotricose em Porto Alegre
Ao completar um ano das ações de prevenção e enfrentamento da esporotricose, o Gabinete da Causa Animal (GCA) já atendeu mais de 387 gatos e seis cães, reforçando o compromisso com o controle da doença e o cuidado com a saúde animal no município de Porto Alegre.
A equipe da Causa Animal informa que a entrega gratuita de medicamentos para o tratamento da esporotricose é realizada mediante apresentação de prescrição emitida por médico-veterinário, seja do serviço público ou particular, com renovação a cada dois meses. O objetivo é ampliar o acesso ao tratamento e fortalecer as estratégias de combate à doença.
“A população deve procurar atendimento veterinário assim que houver suspeita da doença. Entre os principais sinais de alerta estão feridas de difícil cicatrização, especialmente em gatos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para a recuperação dos animais e para evitar a disseminação da doença”, orienta a secretária-executiva da Causa Animal, Tatiana Guerra.
Doença - A esporotricose é uma micose causada por fungos do gênero Sporothrix. É uma zoonose e também pode ser transmitida a outros animais e seres humanos. Apesar de ser uma doença infecciosa, é importante destacar que tem cura, especialmente quando o tratamento é iniciado precocemente e seguido corretamente.
A protetora de animais, Alessandra De Marchi, do bairro Bom Jesus relata que a região enfrenta muitos casos de esporotricose e que muitas pessoas ainda confundem os sintomas com simples machucados nos animais. Dos 16 gatos com a doença, três já receberam alta após o tratamento e foram adotados. Os atendimentos acontecem em parceira com Prefeitura, que fornece o itraconazol.
“O tratamento dura, em média, seis meses, e os animais permanecem separados durante todo o período para evitar a transmissão. Todos os casos são informados à Vigilância Sanitária pela médica veterinária responsável. Além do cuidado com os animais, também realizo um trabalho de conscientização nas vilas da região e inicia ações nas escolas a partir desta semana. O tratamento precisa ser feito diariamente e de forma contínua para garantir a recuperação dos animais”, explica.
O Gabinete da Causa Animal reforça que a prevenção é fundamental para reduzir novos casos. Entre as principais orientações estão:
- Evitar que gatos tenham acesso à rua, reduzindo o risco de contato com animais infectados e com o fungo presente no ambiente;
- Manter os animais em ambiente seguro, dentro de casa ou em espaços telados;
- Evitar o contato direto com lesões suspeitas em animais;
- Procurar atendimento veterinário ao primeiro sinal de feridas que não cicatrizam.
O atendimento veterinário público, com avaliação de casos suspeitos e orientação aos tutores, é realizado na Unidade de Saúde Animal Victória (USAv) ou em ações da Unidade Móvel de Saúde Animal e outras iniciativas itinerantes.
Cristiano Vieira