Feira do Peixe registra 715 mil visitantes e comercializa 549 toneladas na Capital
A 246ª Feira do Peixe de Porto Alegre encerrou-se nesta sexta-feira, 3, com resultados que superaram as expectativas de público e vendas. Ao longo dos cinco dias de programação, cerca de 715 mil pessoas passaram pelas três feiras realizadas na Capital, consolidando o evento como um dos maiores já registrados.
O volume total de comercialização chegou a 549 toneladas de pescados. O maior movimento foi registrado no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico, com 541 toneladas vendidas e público estimado em 680 mil pessoas. Na Restinga, foram comercializadas 6 toneladas, com 27 mil visitantes, enquanto a feira do Extremo Sul registrou 2 toneladas vendidas e público de 8 mil pessoas.
Segundo o presidente da Colônia de Pescadores e Aquicultores Z-5, Gilmar Coelho, o desempenho positivo foi comemorado pelos pescadores, que destacaram o forte movimento principalmente entre quinta-feira e sexta-feira, considerados os dias mais intensos da feira. “Para muitos trabalhadores, o perÃodo garantiu renda significativa e reforçou a importância econômica do eventoâ€, afirmou.
No espaço gastronômico, o encerramento também foi marcado por grande procura. As bancas de peixe no palito e tainha assada na taquara registraram filas nesta sexta-feira, enquanto o comércio de pescados teve pico de movimento entre 8h e 11h, impulsionado pela tradição de consumo na Sexta-Feira Santa.
Segundo o secretário de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural, Cássio Trogildo, o evento teve forte adesão do público e resultados expressivos. “A Feira do Peixe reafirma, mais uma vez, sua relevância cultural, econômica e gastronômica, mantendo viva uma tradição que mobiliza Porto Alegre a cada Semana Santaâ€, comemorou.
A Feira do Peixe é uma iniciativa da Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Secretaria Municipal de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural (SMGOV), em parceria com a Colônia de Pescadores Z-5 e a Associação dos Pescadores e Psicultores do Extremo Sul (Appesul), num investimento de R$ 600 mil, sendo R$ 375 mil demandados pelo Fórum Regional do Orçamento Participativo (OP).
Â
Gilmar Martins
