Projeto garante transporte gratuito para mulheres vítimas de violência
Uma iniciativa inédita desenvolvida pela Secretaria Municipal da Inclusão e Desenvolvimento Humano (SMIDH), através da Coordenação dos Direitos da Mulher, foi lançada pela prefeitura nesta terça-feira, 12, com o objetivo de fortalecer o acesso efetivo de mulheres vítimas de violência aos serviços da rede de proteção. É o projeto TRI Conta Comigo que pretende ampliar e garantir o transporte imediato e gratuito aos serviços oferecidos pela rede de acolhimento, ajuda e proteção.
“Quando a gente fala em proteção à mulher, também precisa falar sobre acesso. Muitas vezes, a rede existe, os serviços existem, mas ela não consegue chegar até esse atendimento. O TRI Conta Comigo nasce para enfrentar essa barreira prática e fortalecer uma rede mais acessível, integrada e efetiva em Porto Alegre”, comenta a prefeita em exercício, Betina Worm, presente no evento de lançamento.
A ideia surge da identificação de um dos principais gargalos enfrentados pelas mulheres em situação de violência: a dificuldade de acessar os serviços de acolhimento e acompanhamento por ausência de condições mínimas e imediatas, especialmente relacionadas ao deslocamento e ao custeio do transporte público. Desenvolvido no âmbito da Rede Conta Comigo, sob coordenação da Coordenadoria da Mulher, o projeto reforça a atuação intersetorial construída entre diferentes áreas e instituições.
Para o secretário de Inclusão e Desenvolvimento Humano, Juliano Passini, a Rede Conta Comigo é um grande marco na Capital. “É algo robusto e promove acolhimento. Além das secretarias envolvidas, com programas e ações transversais dentro do Governo, vários parceiros externos fazem parte desta conjuntura. O projeto foi feito para aquelas mulheres que não têm acesso efetivo aos serviços poderem acessar toda à rede de apoio e proteção. Estamos possibilitando acesso e dignidade para as mulheres vítimas que mais precisam de ajuda”, observa.
Já a coordenadora dos Direitos da Mulher, Fernanda Mendes Ribeiro, destaca que o projeto faz parte de uma trilha de entregas: "Iniciamos cuidando do acolhimento das mulheres quando lançamos a Casa de Passagem Betânia. Depois, desde o dia 30 de março, disponibilizamos o atendimento às mulheres vítimas, 24 horas por dia, sete dias na semana, através da Central 156. Agora, chegou o momento de garantirmos o acesso efetivo do seu transporte, através do TRI, para essa mulher poder buscar todos os serviços oferecidos pela rede de acolhimento, ajuda e proteção".
O trabalho engloba a articulação coletiva e apoio técnico da Coordenação de Redes, de secretarias municipais, juntamente com instituições do sistema de justiça e proteção, como Ministério Público, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública do Estado, Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher da Capital, Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) e Centro de Referência de Atendimento em Direitos Humanos (CRDH).
Também estiveram presentes no evento representantes dos serviços contemplados no programa: Cram, CRDH, Sala Bem-Me-Quer do MP; Projeto Borboleta do TJ - Varas de Violência Doméstica e Familiar (1º, 2º e 3º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Porto Alegre), serviços especializados da Defensoria Pública do RS - Nudem e Nudeca, 1ª e 2ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre.
Gilmar Martins
