Saúde

Casos de dengue autóctone chegam a 369 na Capital

25/06/2019 13:41
Eduardo Beleske/PMPA
SAÚDE
Mais de 90 pulverizações foram feitas nos bairros com transmissão confirmada
De um total de 385 casos de dengue confirmados em Porto Alegre em 2019, 369 foram contraídos na cidade (chamados autóctones). O número foi atualizado pela Secretaria Municipal de Saúde na manhã desta terça-feira, 25.
O maior número de casos autóctones continua sendo verificado no bairro Santa Rosa de Lima: 306 pacientes tiveram a confirmação da doença na região. Os outros 63 casos contraídos na cidade estão divididos em 16 bairros: Jardim Lindoia (14), Jardim Floresta (13), Bom Jesus (oito), Sarandi (sete), Rubem Berta (seis), Jardim Leopoldina (três), Jardim Carvalho (três), Floresta (dois), Cristo Redentor (um), Sétimo Céu (um), São Sebastião (um), Vila Ipiranga (um), Jardim São Pedro (um), Mario Quintana (um), Morro Santana (um) e Vila Nova (um).
 
Os 16 casos importados que completam o número de 385 pacientes são de pessoas cujos locais prováveis de infecção são: dois de Fernando de Noronha (PE), um de Palmas (TO), um de Belém do Pará (PA), um Vitória (ES), um de Betim (MG), um de São José do Rio Preto (SP), um de Campinas (SP), dois de São Paulo (SP), dois do Rio de Janeiro (RJ), um de Dourados (MT), um de Marechal Cândido Rondon (PR), um de Canoas (RS) e um de Teresina (PI).
 
Os números são do Boletim emitido pela Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da SMS e estão sujeitos à revisão. Em 2019, mais de 90 pulverizações foram feitas nos bairros com transmissão confirmada. 
 
A médica veterinária Rosa Maria Carvalho, chefe do Núcleo de Vigilância de Roedores e Vetores da SMS, destaca a importância de os moradores das áreas onde houve transmissão viral revisarem seus imóveis uma vez por semana, eliminando qualquer foco de água parada. “Eliminar todos os focos de água parada, virar potes, garrafas, pratos de plantas, verificar se há calhas entupidas ou ralos com água são medidas simples, que exigem pouco tempo e são muito efetivas para o controle vetorial”, explica. 
 
Ela enfatiza ainda que, se os criadouros se mantêm, novas gerações de mosquitos nascem a cada semana, no período de sete a 10 dias saem do ovo e passam pelas fases larva, pupa e começam a voar. Por isso, eliminar focos de lixo e limpar os pátios, fazendo vistorias semanais ou sempre após a ocorrência de chuvas, são medidas recomendadas pelos técnicos da SMS.
 

O apelo também é no sentido de que as pessoas adotem medidas preventivas individuais, como uso de repelente corporal e elétrico. E, no caso de sintomas compatíveis com a dengue - febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos, pintinhas vermelhas na pele, fraqueza, dor muscular e nas juntas, náuseas e vômitos - procurem atendimento de saúde o mais rapidamente possível.    

 

Patrícia Coelho

Andrea Brasil

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