Suspensa a vacinação contra a dengue de profissionais de saúde e mantida a imunização de crianças e adolescentes
A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre suspendeu na segunda-feira, 8, a oferta da vacina contra dengue produzida pelo Instituto Butantan para profissionais da Atenção Primária de Saúde. A medida atende à decisão do Ministério da Saúde de suspender a imunização com a vacina brasileira em todo o paÃs, após a identificação de efeitos colaterais graves em 42 pessoas que receberam a dose deste imunizante. A suspensão é preventiva e temporária, enquanto a investigação dos casos e dos dois óbitos suspeitos é realizada.Â
A vacinação com o imunizante do Instituto Butantan começou no inÃcio do ano. Porto Alegre recebeu duas remessas da vacina, totalizando 3.061 doses. Do total, 1.869 foram aplicadas. A enfermeira Renata Capponi, chefe da Equipe de Imunizações da Secretaria de Saúde, destaca que não há Eventos Supostamente AtribuÃveis à Vacinação ou Imunização (Esavi) graves em Porto Alegre. O estoque de doses da vacina será mantido pela Secretaria de Saúde até o final da investigação.Â
De acordo com Nota Técnica do Ministério da Saúde emitida na segunda-feira, 8, todas as pessoas vacinadas no perÃodo de 21 dias devem ser monitoradas. O número de pessoas vacinadas nesse perÃodo em Porto Alegre é de 196.Â
Pessoas vacinadas nos últimos 21 dias que apresentem febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, desmaio, sangramento, sonolência, irritabilidade, falta de ar, piora do estado geral ou sinais de choque devem ser avaliadas imediatamente em serviço de saúde. Os sintomas são compatÃveis com dengue grave ou com sinais de alarme e o manejo clÃnico dos casos é conhecido na rede de saúde da Atenção Primária e de urgência e emergência da cidade.
Qdenga, a vacina japonesa - Para tranquilizar a população, a chefe da Equipe de Imunizações lembra que a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos contra dengue segue na rede municipal. A vacina para esse público é a Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda, do Japão. Esta vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre a primeira e a segunda dose, sem registro de Esavi grave na cidade.Â
A suspensão definida pelo Ministério da Saúde atinge somente as doses produzidas pelo Instituto Butantan.
Andrea Brasil