Prejuízo com furtos na iluminação pública sobe em maio na Capital
Os furtos de fios e cabos da iluminação pública em Porto Alegre aumentaram em maio deste ano. Conforme levantamento da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb), a partir de dados da concessionária IPSul, foram furtados 1.468 metros de cabos no mês passado, contra 703 metros registrados em abril.
Entre os locais mais afetados, estão a Praça Ernest Ludwig Herman, no bairro São Sebastião, com 160 metros furtados; a avenida Mauá, com 90 metros; a rua Cel. Vicente, com 73 metros levados; e a Praça Alameda Cristal, no bairro Cristal, com 70 metros. O Centro Histórico concentrou o maior número de ocorrências, incluindo trechos das avenidas Loureiro da Silva e Independência, além da rua General Lima e Silva.
Desde o início de 2026, já foram contabilizados 3.375 metros de fios furtados, gerando prejuízo estimado em R$ 9,6 mil para a concessionária. Em todo o ano de 2025, o total chegou a 4.223 metros. Desde 2021, o total de furtos de iluminação pública supera 30 mil metros (ou
Além das vias públicas, o Túnel da Conceição também tem sido alvo frequente de criminosos. Somente neste ano, foram registradas 16 tentativas de furto de fios e cabos no local, sendo 13 ocorrências apenas em fevereiro. Para enfrentar o problema, a concessionária elabora um projeto de modernização da iluminação do túnel, que prevê a instalação das luminárias na parte central da estrutura, dificultando o acesso aos cabos.
“Cada metro de fio furtado significa ruas mais escuras, insegurança e prejuízo para a população. Nosso compromisso é atuar de forma integrada com concessionárias e forças de segurança, modernizando a infraestrutura e ampliando a fiscalização para proteger a iluminação pública desse tipo de crime”, alerta o secretário municipal de Serviços Urbanos, Rafael Fleck.
Nos espaços públicos, o Parque Farroupilha (Redenção) aparece entre os locais mais afetados. Até o momento, foram registradas 14 ocorrências envolvendo furtos de cabos e luminárias. A IPSul também desenvolve um projeto para transferir as subestações que abastecem o parque para áreas externas, ampliando a visibilidade dos equipamentos e permitindo, futuramente, a implantação de cabeamento subterrâneo.
Combate aos furtos - A valorização do cobre no mercado internacional tem impulsionado o furto de fios e cabos em todo o país, afetando diretamente a infraestrutura urbana e os serviços essenciais. Em Porto Alegre, a Operação Ferro-Velho resultou no fechamento de 43 estabelecimentos nos últimos dois anos por receptação irregular do material, conforme dados da Secretaria Municipal de Segurança (SMSeg).
Antes da aprovação da Lei Municipal nº 13.550/2023, infrações dessa natureza não resultavam no fechamento dos estabelecimentos envolvidos. A prefeitura também atua em conjunto com órgãos de segurança para a aplicação da Lei Federal nº 15.181/2025, que ampliou as penas para crimes de furto, roubo e receptação de fios e cabos.
Dados da Operação Ferro-Velho apontam que, em 2025, foram fiscalizados 100 estabelecimentos, dos quais 39 acabaram interditados. No primeiro semestre de 2026, já foram realizadas fiscalizações em 24 locais, com quatro interdições.
“O fechamento desses ferros-velhos irregulares é fundamental para coibir o comércio ilegal. Intensificamos as operações para proteger a população, que sofre diretamente com a interrupção de serviços de iluminação, telefonia e energia. Esse crime prejudica não só Porto Alegre, mas toda a sociedade, ao alimentar uma cadeia criminosa que movimenta o mercado ilegal do cobre”, afirma o secretário municipal de Segurança, Alexandre Aragon.
A prefeitura reforça que denúncias sobre receptação ilegal de fios e cabos podem ser feitas pelos telefones 153, da Guarda Municipal, e 190, da Brigada Militar.
Workshop - Como parte das ações de enfrentamento ao problema, a Prefeitura de Porto Alegre promove, no dia 25 de junho, o workshop Estratégias Integradas contra o Furto e a Receptação de Fios e Cabos. O encontro ocorrerá no Nau Live Spaces, no bairro São Geraldo, reunindo representantes do poder público, forças de segurança, concessionárias e especialistas para discutir medidas de prevenção e combate a esse tipo de crime.
Gilmar Martins
