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Limpeza Urbana

DMLU encerra as atividades do aniversário da Coleta Seletiva

12/07/2019 17:22
Raquel Beraldin/DMLU PMPA
DMLU
Instalação da placa do ecoponto Princesa Isabel marcou final da programação

 A instalação da placa de identificação da Unidade de Destino Certo (UDC) Princesa Isabel do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) na tarde desta sexta-feira, 12, encerrou as comemorações dos 29 anos da Coleta Seletiva em Porto Alegre. A cidade é uma das capitais pioneiras no país a implantar o serviço de coleta de resíduos recicláveis. A unidade localiza-se na avenida Ipiranga, 2765, bairro Santana. 

Segundo o secretário de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário, os 29 anos da Coleta Seletiva servem para destacar a relevância de cada um de nós para com a cidade. “A falta de separação correta dos resíduos pela população causa, além de graves impactos ambientais, danos financeiros aos próprios contribuintes, tendo em vista que todos os anos quase R$ 9 milhões são gastos para aterrar resíduos com potencial de reciclagem. A data serve para celebrar o protagonismo de Porto Alegre, mas, principalmente, para relembrar o papel fundamental dos cidadãos”, afirma. 

Dentre as atividades realizadas, destaca-se  o lançamento do projeto “Lalá na Escola”, promovido pela Coordenação de Gestão e Educação Ambiental (CGEA) do DMLU. A iniciativa visa à educação ambiental por meio de história que “vira realidade”. A boneca Lalá foi emprestada para a Escola Estadual de Ensino Fundamental Ildefonso Gomes, a fim de incentivar as crianças a praticarem a reciclagem, podendo passar o conto adiante para colegas, amigos e familiares.

A agenda está aberta para as escolas que desejarem pegar a boneca emprestada. Outra ação promovida foi a entrega dos equipamentos para instalação de Postos de Entrega Voluntária de Resíduos Recicláveis (PEV), que tem como objetivo incentivar a separação correta dos resíduos. Três instituições foram escolhidas para receber os PEVs. A primeira entrega foi na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Gilberto Jorge, seguida pela Emef Anísio Teixeira e, por fim, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Raul Pilla.

Ainda como parte das festividades do aniversário da Coleta Seletiva, as nove UDCs/Ecopontos do departamento receberam novas placas de identificação. As placas têm informações sobre o que pode ser descartado no local (podas e galhos, caliça e restos de obras, madeiras e móveis, eletrodomésticos e sucata ferrosa), assim como o quantitativo máximo de descarte de 1m³ por dia. As UDCs também contam com Postos de Entrega Voluntária (PEVs) de materiais recicláveis destinados à Coleta Seletiva. 

A instalação dos equipamentos visuais iniciou na quinta-feira, 4, na UDC Diário de Notícias, e foi encerrada nesta sexta-feira, 12, na UDC Princesa Isabel. Para Martin Dias, usuário da UDC Princesa Isabel, é excelente a ideia da instalação das placas de identificação. “No caso do Ecoponto aqui da Ipiranga, eu conheci por um acaso. Estava passando de carro, e os contêineres dentro do terreno me chamaram atenção. Retornei, fui bem recebido pelos funcionários, que me informaram que eu poderia largar aqui os meus materiais”, afirma. Para saber os locais das UDCs clique aqui.

A data, para o secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Germano Bremm, representa uma oportunidade de fortalecer a Política Nacional de Resíduos Sólidos e de ampliar o trabalho de sensibilização da população para o correto encaminhamento dos resíduos. "Temos quase 30 anos de trabalho nesta área e ainda há muita gente que mistura os resíduos. Ser sustentável é uma escolha e, por isso, ações de sensibilização são fundamentais", destaca.

Atualmente a Capital possui 16 Unidades de Triagem (UTs), abrigando cerca de 600 trabalhadores que dependem do serviço de Coleta Seletiva como fonte de renda. A partir do ano de 2017 houve uma redução no número de triadores provocada pela extinção de convênios da prefeitura com três cooperativas. Uma fiscalização mais intensa de parte do governo municipal gerou o rompimento de algumas parcerias. Além de comemorar o aniversário da Coleta, os eventos visaram a mobilizar a população sobre a importância do descarte correto de resíduos recicláveis para a geração de renda para os trabalhadores das UTs e as vantagens para a preservação do meio ambiente e para a qualidade de vida dos cidadãos.

Histórico - Desde 7 de julho de 1990, quando começou como projeto-piloto no bairro Bom Fim, o sistema de Coleta Seletiva foi sendo aperfeiçoado pelo DMLU e tornou-se referência na América Latina. O serviço foi ampliado em setembro de 2015, passando a atender três vezes por semana na maioria dos bairros beneficiados pela Coleta Automatizada. No restante da cidade, o caminhão realiza a coleta duas vezes por semana. Os roteiros foram reprogramados para não coincidirem com os horários da Coleta Domiciliar e são feitos nos turnos do dia ou da noite, atendendo 100% da cidade. A consulta, atualmente, é por endereço completo, não por bairro. Para verificar os dias e horários, acesse aqui.

Vantagens - Além dos benefícios sociais, a entrega dos resíduos recicláveis à Coleta Seletiva traz vantagens ambientais e econômicas. Diariamente, o DMLU recolhe nas residências cerca de 1.151 toneladas de resíduos. Desse total, 56 toneladas são de recicláveis recolhidos pela Coleta Seletiva. As quase 1.100 toneladas restantes são de resíduos orgânicos e rejeito da Coleta Domiciliar. Soma-se aos orgânicos e rejeito os resíduos públicos e as cargas recebidas na Estação de Transbordo, em que se chega a um total de 1.750 toneladas/dia de material enviado para o aterro sanitário.

Estima-se que 256 toneladas com potencial reciclável são descartadas, indevidamente, junto com os orgânicos e rejeito e, com isso, acabam sendo enviadas para o aterro sanitário de Minas do Leão (RS). O custo total para enviar esses resíduos para o aterro é de, aproximadamente, R$ 730 mil por mês, o que equivale a R$ 8,8 milhões por ano, valor que poderia ser investido em outras melhorias para a cidade se a maioria da população separasse os recicláveis e os encaminhassem à Coleta Seletiva do DMLU.

 

 

Raquel Beraldin (estagiária) / Supervisão: Adriana Machado

Gilmar Martins