Família Acolhedora completa quatro anos em Porto Alegre

20/10/2023 17:03
Julio Ferreira / PMPA
Desenvolvimento Social
São oferecidos espaços de proteção e lares temporários para crianças e adolescentes afastados do núcleo familiar temporariamente

O Serviço Família Acolhedora completa quatro anos em Porto Alegre. Das 28 famílias habilitadas a receber crianças e adolescentes entre zero e 17 anos, nove estão com menores em acolhimento em suas casas. O serviço é desenvolvido pelas equipes da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) em parceria com a Rede Calábria. São oferecidos espaços de proteção e lares temporários para crianças e adolescentes afastados do núcleo familiar temporariamente, por medida judicial.

Para o presidente da Fasc, Cristiano Roratto, o acolhimento familiar reforça a atenção da prefeitura a projetos prioritários voltados a primeira infância, crianças e adolescentes. “Assim como o projeto técnico do serviço, que visa ao público prioritário entre zero a 6 anos, a gestão tem potencializado a atenção aos acompanhamentos às crianças e adolescentes, assim como melhorias nos serviços de acolhimento institucional’’, afirma.

A aposentada Joveni Pereira da Silva, de 57 anos, que mora com a filha (39 anos) e a neta (9 anos), participa pela quinta vez do serviço. No momento, acolhe uma menina de nove meses e ressalta a importância de fazer parte desse momento, quando necessitam de proteção, carinho de mãe de avó. Ela provoca outras famílias a aderirem ao acolhimento. “Não precisam ter medo de recebê-los e não querer desligar depois. Eu sempre consigo ver que eles se sentem acolhidos e parte da família, realmente. Voltam para visitar, é muito especial”.

A medida prevê até 18 meses de acolhimento e os interessados não podem estar em listas de espera para adoção. O serviço possui 15 vagas para esta modalidade de acolhimento institucional. A coordenadora do serviço na Rede Calábria, Suzana Moraes, fala que o ano de 2023 trouxe uma demanda constante por bebês. “Embora também haja adolescentes, os bebês têm sido público prioritário do família acolhedora. São as crianças que mais precisam de cuidado individual”, reforça.

Embora voluntário, o serviço concede o direito a um subsídio financeiro exclusivamente para auxiliar o custeio da criança/adolescente durante o período de acolhimento. As famílias interessadas em participar do serviço devem passar por entrevista e cursos de formação. Para fazer parte acesse entre em contato com o Abrigo João Paulo II (51) 3336-3754 ou acesse o link para mais informações.

 

Evelize Fabricio

Gilmar Martins