Revitalização do Centro Histórico mobiliza debate sobre futuro urbano no POA Stage

25/03/2026 15:18

O POA Stage recebeu, nesta quarta-feira, 25, um painel sobre o futuro do Centro Histórico da Capital. Com mediação de Guilherme Gonçalves, jornalista do Grupo RBS, o debate reuniu gestores públicos, lideranças do comércio e especialistas em urbanismo para discutir como dinamizar a região sem reduzi-la a obras ou à nostalgia.

O programa Centro+ foi o fio condutor da conversa. Bruna Serrano, coordenadora do projeto na Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, apresentou a iniciativa como estratégia de coordenação e articulação. “O poder público precisa organizar a transformação urbana com direção, integração e continuidade, aproximando investimento público, confiança privada e qualificação do espaço’’, frisou. Para 2026, Bruna destacou o envio da lei de incentivos para o Centro Histórico à Câmara Municipal, a retomada da operação do Viaduto Otávio Rocha e a consolidação de um calendário permanente de eventos para a região, com iniciativas novas e bem-sucedidas como a Oktoberfest e o St. Patrick’s Day.

O presidente do Sindilojas Porto Alegre,  Arcione Piva, representou quem sente no dia a dia a diferença entre um centro movimentado e um centro funcional. A entidade vem atuando na defesa das demandas do comércio na região, alinhada aos esforços da prefeitura para a requalificação do Centro Histórico. “Enfrentamos diferentes desafios, sendo a pandemia um fator determinante para a diminuição da circulação de pessoas. No entanto, percebemos avanços nos últimos anos, como o aumento dos eventos, as obras no Quadrilátero Central e a melhoria da iluminação pública”, pontuou.

Rovana Reale, diretora de Projetos e Políticas de Sustentabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, reiterou que a agenda ambiental e climática da prefeitura não se encontra apenas no campo das ideias, abordando ações concretas que aliam estímulos à diversificação da ocupação dos imóveis e a garantia da diminuição dos impactos ambientais das obras realizadas. “Os projetos no Centro Histórico já nascem alinhados a soluções sustentáveis por exigência dos financiamentos internacionais do programa POA Futura”, afirmou.

Já Wayner Bechelli, co-fundador da BS Project e do coletivo POA Centro, trouxe a perspectiva da ocupação real do território. Para ele, Centro Histórico forte é aquele que abraça a economia criativa, que mantém gente circulando, negócios funcionando e pertencimento se renovando. “Os centros históricos permitem que visualizemos o passado, o presente e o futuro de uma cidade. Sendo assim, é necessário que se pense quais experiências atrairão mais pessoas e quais deixarão um legado para o território. Isso vem sendo feito pelo poder público e penso que se tornará uma tendência em Porto Alegre”, avaliou.

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Claiton Silva

Lissandra Mendonça