Prefeitura apresenta balanço de investimentos em prevenção e obras de proteção contra cheias

23/04/2026 15:29
Cesar Lopes / PMPA
Melo afirma que Porto Alegre está mais segura e preparada para eventos climáticos extremos

A prefeitura apresentou na manhã desta quinta-feira, 23, um balanço dos investimentos em resiliência climática, prevenção, proteção contra cheias e drenagem urbana. As ações concluídas e em andamento foram detalhadas em coletiva no Centro de Monitoramento e Contingência Climática. Veja aqui a apresentação

“Desde 2024, sempre buscamos soluções para melhorar Porto Alegre. Com as obras realizadas e medidas adotadas, podemos afirmar que a cidade já está muito mais segura e preparada para eventos climáticos extremos. Mas olhamos para o futuro, com outras intervenções que vão qualificar ainda mais a proteção na Capital" - Prefeito Sebastião Melo.

Na área de prevenção e monitoramento, destaca-se o reforço no efetivo da Defesa Civil, que teve o corpo técnico quintuplicado em cinco anos. A implantação do Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec) ampliou a capacidade de resposta, com serviços de meteorologia, hidrologia e geologia.

“Hoje temos uma estrutura mais robusta, com ampliação de equipes, investimento em tecnologia e monitoramento permanente. Isso nos permite atuar com mais agilidade e, principalmente, fortalecer a prevenção”, ressalta o secretário-executivo da Defesa Civil, Evaldo Rodrigues de Oliveira Júnior.

O prognóstico climático dos próximos meses e a possibilidade de formação do sistema El Niño também foram detalhados. “Isso não representa risco imediato, mas exige acompanhamento. Com o monitoramento contínuo, conseguimos antecipar cenários e orientar a população com mais segurança”, destaca a meteorologista e sócia-diretora da empresa Catavento, Natalia Pereira.

Proteção e drenagem  - Os investimentos em proteção contra cheias e drenagem urbana somam R$ 2,3 bilhões, provenientes de recursos próprios, financiamentos nacionais e internacionais e repasses de fundos criados após a enchente de 2024. Do total, R$ 1,1 bilhão será destinado à ampliação e construção de novas casas de bombas, e R$ 600 milhões à qualificação de arroios e galerias. 

Outros R$ 624 milhões serão aplicados em melhorias nas estruturas de proteção contra cheias. “Estamos qualificando os sistemas com obras estruturantes e melhorias operacionais, o que amplia a capacidade de resposta da cidade diante de eventos extremos”, afirma o diretor de Proteção Contra Cheias e Drenagem Urbana do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Alex Zanoteli.

Obras - Nos últimos dois anos, o Dmae concluiu intervenções no Muro da Mauá (recuperação estrutural), no dique da avenida Assis Brasil (recomposição de pontos frágeis), no dique da Fiergs (reconstrução e elevação de cota) e nos trechos 1 e 2 do dique do Sarandi (reconstrução e elevação). Está em andamento o acolhimento de famílias que residem próximas ao trecho 3 do dique do Sarandi.

As obras em comportas, iniciadas em 2024, serão concluídas em junho. O projeto prevê a eliminação de oito passagens com a construção de estruturas em concreto armado, a reforma de quatro e a substituição de duas. Com as intervenções, a abertura total do sistema será reduzida de 150 para 45 metros.

Já a proteção das Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) foi concluídas nas casas de bombas 4 (4º Distrito), 6 (Anchieta), 13 (Praia de Belas), 17 e 18 (Centro Histórico). Atualmente, equipes atuam na redundância das defesas nas unidades 1, 2 e 3, também no 4º Distrito.

Já as intervenções de resiliência das estações - que incluem elevação de painéis e substituição de equipamentos - estão em andamento em três lotes, contemplando as unidades 1, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12, 17, 18 e 20. As últimas casas de bombas a terem obras licitadas serão as estações 2, 9, 13, 14, 15, 16 e 21, com editais previstos entre maio e junho.

Também segue em implantação o sistema de dupla alimentação de energia elétrica nas estações do Dmae. A partir de novembro, haverá possibilidade de operação remota pela concessionária, com fontes distintas de fornecimento, o que deve aumentar a confiabilidade das operações de drenagem, água e esgoto.

Pôlderes 7 e 8 - Durante a coletiva, o Dmae apresentou uma proposta de ação imediata para os pôlderes 7 e 8, na Zona Norte. A área, concebida como inundável no projeto original do sistema, na década de 1960, é considerada um dos pontos de fragilidade da cidade em relação ao rio Gravataí.

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Gilmar Martins