Porto Alegre usa inteligência artificial para dar voz a árvores em projeto de educação ambiental

25/09/2026 13:18
Sérgio Louruz/SMAMUS
MEIO AMBIENTE URBANISMO E SUSTENTABILIDADE
São 12 exemplares das espécies mais conhecidas nos principais parques e praças

Já imaginou conversar com uma árvore? Em Porto Alegre, isso agora é possível. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) selecionou 12 exemplares das espécies mais conhecidas nos principais parques e praças da Capital para que a população possa fazer perguntas e entender mais sobre a importância desses seres vivos na natureza.

A ideia é simples. As árvores receberam placas de identificação com QR Code. Quem se aproxima aponta a câmera do celular e inicia a conversa. Por meio de um assistente de voz, a inteligência artificial responde perguntas em linguagem clara, contando a história de cada árvore, suas características e o papel que cumpre na vida das pessoas.

A árvore explica como contribui para a sombra nos dias quentes, um ar mais limpo, a redução do calor, o bem-estar de quem vive na cidade e, principalmente, por que precisa ser cuidada e preservada. Para as crianças, é um primeiro contato com a natureza que transforma o parque em sala de aula. Para os adultos, um convite a olhar para as árvores do dia a dia com outros olhos.

"Porto Alegre tem um dos maiores patrimônios verdes entre as capitais brasileiras, e esse patrimônio só se mantém quando a população conhece e valoriza. Dar voz às árvores é uma forma moderna e acessível de educação ambiental. Cada conversa com uma árvore é um convite para que o porto-alegrense se reconheça como parte dessa história e se torne também um agente de cuidado pela cidade", afirma o secretário do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, Germano Bremm.

Espécies - Nesta etapa, as placas estão instaladas em Paineira, Melaleuca, Palmeira da Califórnia e Ipê Roxo na Redenção; no Jacarandá, Guapuruvu e Pau-brasil da Praça da Alfândega; Corticeira do Banhado, Figueira e Cerejeira no Parcão e Tipuana no Marinha. Uma Murta também recebeu a placa na sede da Smamus.

"Quando conseguimos fazer com que uma pessoa pare diante de uma árvore, tenha curiosidade e perceba que aquela árvore faz parte da sua vida e da cidade, estamos transformando informação em vínculo. O projeto nasce justamente para criar essa aproximação e mostrar que cuidar das árvores é também cuidar da cidade e do nosso futuro", defende a diretora de Áreas Verdes da Smamus, Verônica Riffel.

O projeto é uma nova funcionalidade do ecossistema digital Arbolink, plataforma de gestão da arborização urbana utilizada pela prefeitura, que reúne os dados do inventário arbóreo e o mapeamento digital das árvores de Porto Alegre.

Onde estão instaladas as placas

Parque Farroupilha
Palmeira da Califórnia (Washingtonia robusta): no eixo central, próximo ao chafariz
Ipê roxo (Handroanthus heptaphyllus): no eixo central, próximo ao chafariz
Paineira (Ceiba sp.): no recanto infantil, próximo à entrada do pedalinho
Melaleuca (Melaleuca alternifólia): próximo ao lago, em frente à área verde

Praça da Alfândega
Jacarandá (Jacaranda mimosifolia): junto ao monumento de Mario Quintana e Carlos Drummond de Andrade
Guapuruvu (Schizolobium parahyba): região central da praça
Pau-brasil (Paubrasilia echinata): em frente ao prédio do Banrisul

Marinha do Brasil
Tipuana (Tipuana tipu): na Travessia da Orla

Parcão
Corticeira do banhado (Erythrina crista-galli): próximo do Moinho, em frente ao lago
Figueira (Ficus cestrifolia): em frente ao lago
Cerejeira (Eugenia involucrata): no entorno do lago

Smamus
Murta: em frente à vaga de autoridades.

Carla Bisol

Tatiana Bandeira