Prefeitura de Porto Alegre tem projeto reconhecido como iniciativa inovadora
A implantação de biodigestores em escolas municipais, desenvolvida pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), foi uma das iniciativas selecionadas como inovadoras pela publicação Caminhos para o Desenvolvimento Urbano Sustentável: Experiências e Boas Práticas Inovadoras Brasileiras.Â
A publicação é organizada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), em parceria com o ONU-Habitat, e faz parte do Programa Simetria Urbana, que reúne experiências promovidas por governos locais, instituições públicas, organizações da sociedade civil e comunidades. Ao todo, 16 projetos de diferentes regiões do paÃs foram selecionados por apresentarem soluções inovadoras para desafios urbanos contemporâneos.
A iniciativa de Porto Alegre foi escolhida a partir de uma chamada pública lançada em 2023, voltada à identificação de boas práticas com resultados concretos e potencial de replicação nas áreas de sustentabilidade ambiental, gestão de resÃduos, educação ambiental, inclusão e justiça social. Atualmente, dez escolas da rede municipal já contam com a tecnologia.
“O projeto reforça o compromisso de Porto Alegre com a sustentabilidade ao integrar educação ambiental e gestão de resÃduos sólidos no cotidiano das escolas. O reaproveitamento de resÃduos orgânicos contribui para a formação de uma cultura sustentável junto à comunidade escolarâ€, destaca a diretora de Projetos e PolÃticas de Sustentabilidade da Smamus, Rovana Bortolini.
Plano Local de Ação Climática - O projeto integra ações do Plano Local de Ação Climática (Plac) de Porto Alegre, que reúne estratégias voltadas à mitigação e à adaptação à s mudanças climáticas, reforçando o compromisso do municÃpio com o desenvolvimento urbano sustentável e a construção de uma cidade mais resiliente.
Entre as ações previstas está a instalação de biodigestores, sistemas autônomos que realizam o tratamento de resÃduos orgânicos, como restos de alimentos, transformando-os em biogás, utilizado para abastecer fogões das cozinhas escolares, e em biofertilizante, destinado ao uso em hortas comunitárias. A iniciativa também estimula a educação ambiental, ao aproximar estudantes e comunidades escolares de práticas sustentáveis no dia a dia.
Andrea Brasil
