Osteoporose é tema de capacitação para profissionais de saúde
A importância de ampliar o diagnóstico e dar acesso ao tratamento da osteoporose foi tema de capacitação para profissionais de saúde nesta terça-feira, 10. O encontro reuniu médicos, residentes e preceptores da residência de medicina de família e comunidade da Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Ocorreu à tarde, no SmartLab (avenida João Manoel, 157).
A médica reumatologista Samanta Gerhardt, preceptora dos ambulatórios de espondiloartrites e osteoporose do Hospital São Lucas da PUCRS, explicou que a doença acomete homens e mulheres, mas principalmente mulheres depois da menopausa. “Queremos trazer para o Município a importância de diagnosticar a doença para que possamos tratar, porque a população está envelhecendo, as pessoas estão vivendo mais e, em muitos casos, estão propensas a fazer uma fratura de fêmur que pode levar a óbito”, alertou. Segundo ela, 25% dos pacientes com fratura de fêmur falecem no primeiro ano.
Entre os fatores de risco, a médica cita o histórico familiar de queda e fratura do quadril ou fêmur, o que pode indicar predisposição genética. Nesses casos, se faz necessário o rastreio a partir de uma densitometria óssea. Em termos de cuidados não farmacológicos, importante cessar tabagismo, evitar sedentarismo fazendo principalmente atividades aeróbicas e seguir um estilo de vida saudável, com o consumo adequado de derivados de cálcio e vitamina D.
Mais acesso a exames - Como forma de ampliar o diagnóstico da doença, a SMS realiza mutirão para oferecer 420 exames de densitometria óssea a pessoas que aguardam na fila do Sistema de Gerenciamento de Consultas (Gercon). O número inicial era de 360 exames, mas foi ampliado. Os atendimentos ocorrem até 27 de março, de segunda a sexta-feira, em unidade móvel estacionada na avenida Érico Veríssimo, 100. O encaminhamento é feito pelas unidades de saúde. A ação resulta de termo de cooperação com a ONG Horas da Vida, de São Paulo, sem ônus para o Município.
Gilmar Martins
