PerÃodo do Carnaval exige cuidados individuais e ambientais para prevenir a dengue
Com a chegada do perÃodo de Carnaval, as viagens são comuns entre moradores de Porto Alegre. Como a cidade enfrenta um aumento na infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya, é recomendado que sejam adotadas medidas preventivas antes de viajar e no retorno à cidade.Â
Antes de sair para a folia é importante verificar o imóvel, eliminar qualquer foco de água parada e escovar a parede dos recipientes que são utilizados em quintais. Guardar os materiais em locais protegidos e cobertos também é recomendado. Verificar se calhas estão limpas, sem acúmulo de folhas, se ralos pluviais estão secos, descartar objetos inservÃveis do jardim ou quintal são medidas recomendadas.
O biólogo Tiago Fazolo, da Vigilância Ambiental, explica que as fêmeas do mosquito Aedes aegypti depositam os ovos nas paredes dos recipientes, próximos à lâmina de água, dando inÃcio ao ciclo de vida do inseto. Esses ovos permanecem aderidos ao local da postura e, após alguns dias, estão prontos para eclodir. Caso deixem de estar em contato com a água, o desenvolvimento é interrompido, sendo retomado apenas quando os ovos voltam a se molhar. “Por isso, é fundamental escovar os recipientes, pois essa ação remove os ovos e interrompe o ciclo do mosquitoâ€, explica Fazolo.Â
Ao planejar a viagem é importante observar se o local de destino nas férias está com transmissão viral ou tem casos confirmados de alguma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. “Repelente é um item obrigatório na malaâ€, enfatiza o biólogo. Ele destaca que repelentes corporais têm especificidade para cada faixa etária ou condição de saúde.
A enfermeira Raquel Rosa, que faz a vigilância da dengue na Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), destaca que durante a viagem ou no retorno é importante que as pessoas estejam atentas aos sintomas e, na dúvida, procurem um serviço de saúde. Viajantes ou responsáveis por crianças com sintomas como febre alta (mais de 38º), acompanhada por dor de cabeça e dor no corpo, devem avisar o profissional de saúde no momento do atendimento sobre viagens nas duas últimas semanas antes de começarem os sintomas, pois, a partir da suspeita e da notificação, a DVS adota medidas de combate ao vetor e eliminação de criadouros.
A preocupação é que os viajantes retornem à Capital infectados e sejam picados pelos mosquitos, cuja população está muito alta, contaminando-os. E, a partir deste momento, inicie a transmissão viral na cidade e aumente exponencialmente o número de casos devido à suscetibilidade das pessoas.
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Andrea Brasil