Praça Otávio Rocha vai ganhar cafeteria no Centro Histórico
A Secretaria Municipal de Parcerias (SMP), por meio de edital de chamamento público, selecionou a empresa responsável pela adoção da Praça Otávio Rocha, localizada entre as avenidas Alberto Bins e Otávio Rocha, no Centro Histórico. O grupo gastronômico Mule Bule apresentou a proposta melhor classificada no certame. O projeto prevê a instalação de uma unidade da cafeteria Fermenta Pão e Cozinha no chalé localizado na praça.
“A Praça Otávio Rocha tem potencial para voltar a ser um espaço de convivência, permanência e circulação de moradores e visitantes do Centro Histórico. A parceria com a iniciativa privada permitirá ampliar a zeladoria, estimular a ocupação qualificada e contribuir para a valorização de um patrimônio da Capital”, afirma o secretário municipal de Parcerias, Artur Lorentz.
A proposta prevê o funcionamento do café em até seis dias por semana, do período da manhã até o início da noite. A abertura da operação está prevista para o último trimestre deste ano. O investimento para a revitalização da praça e implantação do empreendimento é estimado em cerca de R$ 400 mil.
“A adoção da Praça Otávio Rocha nada mais é do que acreditar na valorização do Centro Histórico e, principalmente, no trabalho que a atual administração municipal faz para o desenvolvimento econômico da cidade”, avalia o sócio-proprietário do Mule Bule, Nelson Ramalho, que também administra uma operação da marca Fermenta no 4º Distrito.
Edital - Nove empresas participaram do edital lançado pela prefeitura. O projeto apresentado pelo Mule Bule (EGLX Empreendimentos e Alimentos Ltda) obteve a maior pontuação da comissão julgadora, com nota final de 91,14.
A adoção terá vigência de quatro anos, com possibilidade de prorrogação por igual período. Durante esse prazo, a empresa ficará responsável por serviços de manutenção, conservação e preservação da praça, que permanecerá como espaço público de acesso gratuito.
A Praça Otávio Rocha integra o conjunto de bens inventariados do patrimônio cultural de Porto Alegre. Por essa razão, o projeto arquitetônico e as obras para implantação do café deverão seguir as diretrizes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) e da Equipe de Patrimônio Histórico e Cultural (Epahc), vinculada à Secretaria Municipal de Cultura (SMC).
Bianca Dilly