Cuidados pessoais em viagem

Antes de viajar

Os viajantes devem ter precauções em áreas com transmissão da dengue, zika, chikungunya e febre amarela (o mosquito Aedes aegypti é o vetor em áreas urbanas). Se o seu destino for uma área com transmissão dessas doenças, é preciso adotar medidas de proteção individual, como utilização de repelente e uso de roupas que protejam as áreas do corpo mais expostas durante todo o período de viagem.

Viagem dentro do Brasil: antes de viajar, consulte no site do Sistema de Monitoramento da dengue, zika, chikungunya - INFODENGUE - sobre a situação epidemiológica local de casos de arboviroses no seu destino.

Em caso de dúvida, consulte a seção de orientação a viajantes no site da Anvisa.

Saúde do Viajante (ANVISA)

Os viajantes também devem evitar que na sua residência fiquem recipientes ou materiais que possam acumular água durante o período de viagem.

Uso de repelente 

Repelente em crianças

  • Menores de 6 meses: os repelentes devem ser evitados em bebês menores de 6 meses. Para protegê-los, recomenda-se que sejam usados macacões compridos ou calças.
  • Entre 6 meses e 2 anos: Princípio ativo IR 3535.
  • Maiores de 2 anos: Princípio ativo Deet, que pode ser usado no máximo em três aplicações diárias.
  • Dos 2 aos 12 anos: é possível usar compostos com a substância icaridina.
  • Acima de 12 anos: repelentes que contêm dietiltoluamida (somente para maiores de 12 anos).

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A recomendação para uso de repelentes em crianças segue orientação da Organização Mundial de Saúde. Os produtos citados são permitidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 


Repelentes e Inseticidas: Perguntas e Respostas (ANVISA)

 

*Todas as embalagens de repelentes devem trazer expresso o princípio ativo do produto.

Outras medidas eficazes são os mosquiteiros e as telas nas janelas. 

Repelentes para gestantes

O repelente de uso tópico, aplicado na pele, pode fazer parte dos cuidados contra dengue, chikungunya e zika.

Em relação ao uso em gestantes, a recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária ) é clara: não há qualquer impedimento para a utilização desses produtos por mulheres grávidas, desde que os repelentes estejam devidamente registrados na Agência.

As recomendações de uso descritas no rótulo de cada produto devem ser seguidas à risca. Os produtos à base de DEET não devem ser usados em crianças menores de dois anos. Entre 2 anos e 12 anos, a concentração máxima do produto deve ser de 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Alguns cuidados devem ser observados no uso:

Repelentes devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo e por cima da roupa; A reaplicação deve ser realizada de acordo com indicação de cada fabricante; Para aplicação da forma spray no rosto ou em crianças, o ideal é aplicar primeiro na mão e depois espalhar no corpo, lembrando sempre de lavar as mãos com água e sabão depois da aplicação.

Em caso de contato com os olhos, é importante lavar imediatamente a área com água corrente.

Além do DEET, os princípios ativos mais recorrentes em repelentes no Brasil são utilizados em cosméticos: o Icaridin e o IR 3535, além de óleos essenciais, como a Citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, estes princípios são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos conforme regulamentação do setor.

No retorno a Porto Alegre

É importante que as pessoas que viajaram para locais com transmissão viral (transmissão do vírus) informem ao médico caso apresentem os sintomas das doenças.

Se o médico suspeitar de uma dessas doenças, ele deverá notificar à vigilância epidemiológica do município. Essa informação é fundamental para que se tenha o controle da transmissão da dengue, zika, chikungunya e febre amarela na cidade.

 

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