Aplicativo de prevenção da Tuberculose será lançado em seminário na quarta-feira, 27 de novembro
Em função da alta incidência de Tuberculose se comparada as demais capitais brasileiras, Porto Alegre foi uma das três capitais escolhidas para a implantação do teste do aplicativo “Monitora TB”, novo projeto do TBCOM - Articulando Ações de Comunicação e Saúde. O app será lançado durante a programação do seminário “Racismo e outras interseccionalidades implicadas na Tuberculose: quais tecnologias de cuidado nos demandam?”, que será realizado na quarta-feira, 27, das 16h às 21h, no auditório da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na Rua São Manoel, 963, bairro Rio Branco. (inscrições)
A nova ferramenta tem a proposta de reduzir barreiras de acesso entre a população e as informações sobre a doença, como sintomas, serviços de saúde e tratamento. O Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre (CMS/POA), por meio da Comissão de Saúde da População Negra (CSPN), é parceiro nas atividades, juntamente com a Parceria Brasileira na Luta contra a Tuberculose, o Comitê Estadual de Enfrentamento à Tuberculose do Rio Grande do Sul, a Política de Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde, a Escola de Enfermagem da UFRGS, o Fórum Ong Aids RS e o Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR).
A mesa de debate do evento será integrada: pela coordenadora da CSPN/CMS, conselheira de Saúde, Maria Letícia de Oliveira Garcia, como mediadora; pela professora da UFRGS, Anahí da Silva da Cunha Guimarães, bacharel em Ciências Sociais e Especialista em Segurança Pública, Cidadania e Diversidade; pela doutoranda em Ciências Sociais da Unisinos e graduanda da Saúde Coletiva da UFRGS, promotora de Saúde da População Negra e técnica social do Ação Rua de POA Milena Cassal Pereira; pela ativista do GAPA/RS e do IACOREQ, assistente social Sandra Helena Gomes Silva; pelo representante do MNPR, Nilson Lopes; e pela representante do Jornal Boca de Rua e Projeto CABE na Rua, Michele Marques.
A infecção por Tuberculose está seriamente relacionada a determinantes sociais e apresenta uma relação direta com a pobreza e a exclusão social, em especial nas populações vulneráveis, como a população negra. Pensando nisso, a parceria programou atividades de promoção e prevenção durante o Novembro Negro, período de mobilização e conscientização da luta antirracista e a promoção da igualdade racial.
Dados epidemiológicos de Porto Alegre
Segundo o Boletim Municipal Epidemiológico Temático da Tuberculose, publicado em maio de 2024, no ano de 2023, Porto Alegre apresentou um coeficiente de incidência de 83 casos para cada 100 mil habitantes, enquanto que a média nacional foi de 37 casos para cada 100 mil habitantes, ou seja, a capital apresentou mais que o dobro de casos que a média nacional.
Já no quesito raça/cor, o coeficiente de incidência na cidade (casos por 100 mil habitantes) nas pessoas que se autodeclararam pretas e pardas nos últimos 10 anos, de 2013 a 2023, é três vezes maior do que nas pessoas declaradas brancas.
Em relação à coinfecção TB-HIV, Porto Alegre desponta como a primeira entre as capitais brasileiras, conforme registrado no Boletim do Município.
Seminário “Racismo e outras interseccionalidades implicadas na Tuberculose: quais tecnologias de cuidado nos demandam?” e Lançamento do aplicatvo "Monitora TB":
Quando? Quarta-feira – 27.11.24.
Horário? Das 16h às 21h.
Local? Auditório da Escola de Enfermagem da UFRGS (Rua São Manoel, 963, bairro Rio Branco).
Programação:
16h às 18h – Momento Cultural - Roda de Samba Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) III Partenon Lomba do Pinheiro e Projeto Semeando Saúde Hospital Sanatório Partenon
18h às 19h – Lançamento do Aplicativo
19h às 21h – Mesa de Debate
As inscrições devem ser feitas pelo formulário: https://forms.gle/FaErcQqeUqCeER8v6.
O evento terá caráter híbrido e contará transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do CMS/POA em: https://www.youtube.com/@conselhodesaudepoa.
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