cms-logo.png

Debate com os candidatos a prefeito de Porto Alegre

21/09/2016 00:00

Na noite de quarta-feira (21/09), ocorreu a Plenária Extraordinária do Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre (CMS/POA), no Auditório Dante Barone, situado na Assembleia Legislativa. A pauta da reunião foi o Debate entre os candidatos a prefeito sobre assuntos relacionados a saúde.  Estavam presentes na mesa, a coordenadora do CMS/POA, Mirtha Zenker, o secretário da Saúde, Fernando Ritter, os candidatos Fábio Ostermann (PSL), Nelson Marchezan Jr. (PSDB), Raul Pont (PT), Luciana Genro (PSOL) e João Carlos Rodrigues (PMN).

Os candidatos Júlio Flores (PSTU), Marcello Chiodo (PV), Maurício Dziedricki (PTB) haviam confirmado presença no evento, porém não compareceram, o atual vice-prefeito de Porto Alegre e candidato, Sebastião Melo (PMDB), por meio da sua assessoria justificou estar impossibilitado de participar do Debate, mas se comprometeram a responder as perguntas já encaminhadas via e-mail e enviou suas propostas expostas no encontro sobre a saúde pública promovido pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul no dia 5 de setembro. 
Ao começar o debate, cada candidato teve dez minutos para realizar sua fala inicial baseada nas perguntas feitas pelos conselheiros  e comissões temáticas e executivas e previamente enviadas, a coordenadora do CMS/POA, Mirtha, fez o sorteio que ditou a ordem das apresentações. 

Fábio Ostermann (PSL), foi o primeiro a falar, e pontuou que o orçamento da Prefeitura, embora seja considerado bastante amplo, traz uma série de limitações. “A gente não pode investir todo orçamento do Município em saúde, que seria um dos gastos prioritários, mas acaba sempre faltando dinheiro, por que é uma demanda ilimitada, especialmente a da saúde gratuita”. Ostermann, afirmou que não podemos gastar com tudo que queremos, mas não podemos nos acomodar. E completa: “Eu sou favorável que a prefeitura busque alternativas de financiamento para a saúde e de melhorias da gestão, sou favorável a ampliação de convênios já existentes em hospitais e unidades de saúde, pois não podemos ficar limitados a fazer o que já estávamos fazendo”, encerra. 

Luciana Genro (PSOL), iniciou falando sobre seu programa de governo, em seguida afirmou que o primeiro compromisso que assume na  gestão da saúde em Porto Alegre é a luta em defesa ao Sistema Único de Saúde (SUS): “Sabemos que o SUS está seriamente ameaçado pelas politicas do governo federal, queremos portanto a partir de Porto Alegre, construir um governo de resistência a esse processo de destruição do SUS”. Durante sua fala ressalta a Projeto de Emenda à Constituição PEC 241, que congela gastos para os próximos 20 anos "É absolutamente inaceitável", e ressalta que devemos impedir que essa PEC, mesmo que seja aprovada seja impedida de ser executada: “Existe uma militância em defesa do SUS que é muito forte, o próprio Conselho é fundamental para que possamos ser vitoriosos e ganhar o apoio da população”. A candidata propôs reimplantar as politicas de saúde de Porto alegre “As conferências fazem propostas realizam debates, mas não implantam essas politicas públicas, essa é uma questão fundamental do nosso governo”, finaliza.

O terceiro a falar foi João Carlos Rodrigues (PMN), que ao decorrer da sua fala apontou algumas necessidades  e situações que ocorrem no cotidiano da população de idosos, como o relato de um senhor que passou  horas na fila de espera para conseguir uma ficha no postos de saúde, mas ao chegar o horário de atendimento, não conseguiu.  O candidato afirmou que “Saúde não é gasto, é investimento”, e completa: “Vamos devolver os dentistas para as escolas e assim desafogar os postos de saúde. Precisamos criar mecanismos para que as coisas possam de fato acontecer,  o que me preocupa não é o barulho dos maus, mas sim o silencio dos bons, quem deve ser avaliado é a pessoa e não o partido politico” encerra. 

O candidato Raul Pont (PT), iniciou sua fala destacando o que  está previsto na Constituição Federal de 1988, “O SUS foi uma conquista do povo brasileiro, um direito de todos e um dever do estado”, o ex-prefeito de Porto Alegre, afirmou que é um defensor do Sistema Único de Saúde (SUS) “Eu ajudei a conquistar isso quando tive a oportunidade e assumimos a gestão plena desse sistema  fazendo com que ele tivesse vinculado ao controle social”. Raul Pont, também falou a respeito da PEC 241 que considera um retrocesso. 

O último a falar foi o Nelson Marchezan Jr. (PSDB), que disse uma troca de politica partidária, afirmando que “Devemos focar nos problemas da vida real das pessoas, tomar decisões e encaminhamentos buscando interesse público e do paciente, superando os interesses de qualquer partido”. O candidato evidenciou as questões do atendimento básico, como abrir oito postos de saúde para ampliar o horário de atendimento até as 22 horas  que é uma das suas prioridades. “ Vou trabalhar no sentido que for mais rápido para aqueles que estão precisando de saúde, sem nenhum preconceito de outras representações”, concluiu. 

 Ao encerrar o primeiro bloco de perguntas, no qual os candidatos a prefeito responderam as perguntas previamente enviadas, a coordenadora do CMS/POA, Mirtha Zenker deu inicio ao segundo bloco, quando os candidatos tiveram 5 minutos para responder aos questionamentos realizados pelos presentes.

CMS - Conselho Municipal de Saúde

Av. João Pessoa, 325, Térreo. CEP 90040-000. Porto Alegre, RS.

@conselhodesaudeportoalegre

(51)99186.6669

youtube.com/@conselhosaudepoa

8h30 às 12h | 13h30 às 18h
(51) 3289-2847