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Diagnóstico de recursos humanos e da obra do HPS será apresentado em 30 dias ao Conselho

07/07/2017 00:00

Como encaminhamento da plenária desta quinta, 6, os conselheiros decidiram que o gestor deverá apresentar ao Conselho Municipal de Saúde (CMS) o diagnóstico de recursos humanos completo do Hospital de Pronto Socorro (HPS) e o projeto com previsão orçamentária e prazos da obra no setor da Enfermaria 2 de Traumatologia.

Referência em urgência e emergência em traumatologia, o HPS foi a pauta do encontro, que contou com a presença do secretário de Saúde, Erno Harzeim, a coordenadora do CMS, Mirtha Zenker, o diretor do HPS, Amarílio Macedo, representantes de entidades que compõem o CMS, mais de 40 conselheiros e 90 visitantes que lotaram o auditório da Secretaria Municipal de Saúde.

Durante a reunião, a coordenadora do CMS apresentou a fiscalização realizada no hospital no sábado, 1º de julho, onde se constatou o fechamento do setor de enfermaria que contava com 21 leitos, destes dez foram realocados e 11 desativados. Até o dia da fiscalização, o conselho não havia sido comunicado pela gestão sobre a suposta obra na enfermaria.

Segundo o apontamento das inspeções do Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul (SERGS) no HPS, o hospital tem um déficit de recursos humanos de 31 enfermeiros e 117 auxiliares e técnicos de enfermagem, somado à situação das aposentadorias, com uma média de 200 servidores em licença que ainda constam no quadro de trabalhadores.

Presente na reunião, a servidora Maraluci Vasconcelos, que trabalha há 30 anos no HPS, denunciou o fechamento do serviço pela falta de funcionários. “A questão da falta de funcionários é uma coisa que já dura há anos, colocam desculpas e com isso eles vão fechando serviços, em menos de um ano, o SUS perdeu mais de 50 leitos”, disse Maraluci. Para o presidente da Associação de Servidores do HPS (ASHPS), Everaldo Nunes, entidade responsável pela denúncia do fechamento da enfermaria, é fundamental que aconteça o redimensionamento de pessoal dentro do hospital. “O problema do HPS é de pessoal, falta servidores, nós não suportamos mais trabalhar desta maneira”, salienta, Nunes.

A plenária encerrou, após três horas de questionamentos e discussões acaloradas, com a proposta de um novo encontro, daqui a 30 dias, para que o gestor apresente dados concretos para a solução dos problemas de recursos humanos, da obra na enfermaria e do estudo feito sobre o HPS nesses seis meses à frente da Secretaria Municipal de Saúde.

Texto: Katia Camargo
07.07.2017
 

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