NOTA PÚBLICA SOBRE OS MÉDICOS CUBANOS DO PROGRAMA MAIS MÉDICOS
O Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre (CMS/POA) repudia veementemente as declarações feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que resultaram no anúncio, na quarta-feira, 14 de novembro, pelo Governo de Cuba, da retirada dos médicos que atuam, desde 2013, no Programa Mais Médicos. O presidente eleito questionou a formação dos médicos cubanos e afirmou que alteraria os termos acordados no início do programa.
Conforme nota do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS/RS):
“Dos 497 municípios gaúchos, 384 contam com médicos do Programa Mais Médicos, preenchendo 1.310 vagas, destas, 625 ocupadas por médicos cubanos, 390 por intercambistas de outros países e, apenas, 186 por profissionais com CRM no Brasil. Ressalta-se, ainda, que, mesmo com o reforço proveniente do Programa Mais Médicos, ainda existe um déficit de 109 vagas em aberto”
Em Porto Alegre, isso resultou na saída de 13 profissionais das Gerências Distritais de Saúde Sul Centro-Sul, Glória Cruzeiro Cristal, Norte Eixo-Baltazar, Restinga Extremo-Sul, Leste Nordeste e Partenon Lomba do Pinheiro. Médicos com trabalho reconhecido pelos usuários do Sistema Único de Saúde e com grande aprovação das comunidades atendidas, entre elas a comunidade indígena.
O CMS/POA sempre incentivou a manutenção do programa na capital gaúcha e considera fundamental o acesso à saúde da população mais carente, garantido após a implantação do Mais Médicos. A retirada dos médicos trará enorme prejuízo ao atendimento público, especialmente para as populações mais fragilizadas.
Por fim, o CMS/POA se solidariza a estes profissionais, além de prestar reconhecimento público e agradecer pelo excelente trabalho desenvolvido, com dedicação e de forma humanitária.
Porto Alegre, 22 de novembro de 2018.
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