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População da Extremo Sul sofre com a precariedade dos serviços de saúde

15/08/2019 00:00

As lideranças comunitárias de Saúde da Extremo-Sul decidiram denunciar as condições de infraestrutura dos serviços de saúde, a falta de médicos nas unidades de saúde (US) e o descaso da gestão da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (SMS/POA). Há algum tempo o assunto vem sendo tratado nas reuniões mensais do Conselho Distrital de Saúde Extremo-Sul (CDS), que é uma instância regional do controle social do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na penúltima reunião do CDS, em julho, os conselheiros definiram reunir os problemas de cada US, para encaminhar a solução com a gerente de saúde da Restinga Extremo-Sul, Rosana Meyer Neibert. Porém, nas últimas duas reuniões do CDS nenhum representante da gerencia de saúde compareceu, fazendo com que o grupo, na noite de segunda-feira, 12, decidisse por encaminhar a situação para o Ministério Público (MP/RS).

Num levantamento feito pelos usuários em relação ao atendimento médico, dos doze trabalhadores referências nos serviços, apenas 6 estão trabalhando. Segundo os conselheiros, a Unidade Móvel de Saúde, medida apresentada pela gestão para suprir o atendimento, não resolve o problema da carência de trabalhadores. Já que para prestar o serviço na unidade móvel, uma equipe de saúde da região precisa ser deslocada.

A precária infraestrutura da US Paulo Viaro e a possível interdição do gabinete odontológico da unidade, apontada pelo Conselho Regional de Odontologia (CRO/RS), são situações que também preocupam os moradores.

Na US Belém Novo, a população encontra dificuldade para cuidar da saúde bucal. A unidade conta com uma equipe odontológica atendendo a 12 mil habitantes. Conforme estimativa do Ministério da Saúde, uma equipe deveria ser referência para cada 4 mil pessoas.

O incerto acesso a vacinas nos postos da região é outra demanda que entra na relação de denúncias encaminhadas ao MP/RS.

No quadro de problemas, consta, ainda, o pedido negado pela SMS/POA de uma farmácia distrital mais próxima dos bairros Lami e Belém Novo. Segundo os usuários, é custoso conseguir pagar o transporte até a farmácia do Centro de Saúde Modelo, para a retirada do medicamento.

A Extremo-Sul é considerada uma região da cidade de difícil acesso e, por isso, levando em conta a territorialização na prestação da assistência em saúde, que é a uma forma de organização dos serviços do SUS, são necessárias medidas por parte da gestão que atendam a realidade de vida da população local.
 

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