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Pré-conferências municipais de Saúde tiveram início neste sábado

11/03/2019 00:00

Na manhã de sábado, 09 de março, a pré-conferência de saúde da região Norte Eixo-Baltazar (NEB) deu início à rodada das atividades regionais preparatórias para a etapa final da 8ª Conferência Municipal de Saúde de Porto alegre (8ªCMS/POA), que ocorre em abril. À tarde, foi a vez da região Restinga Extremo-Sul (RES) se reunir para elencar as propostas que serão levadas à 8ª CMS/POA. 

Na NEB, realizada no Salão da Escola São Francisco (Rua Nossa Senhora de Fátima, 74), a atividade teve a participação de mais de 100 pessoas, entre eles usuários, trabalhadores, gestores e prestadores do SUS, representantes sindicais e de associações de moradores. O evento teve início com uma tocante atividade cultural realizada pelos haitianos do grupo Silo - A Diferença, integrado pelo vocalista Ailton Aloloffe e o baterista Duveus Mauril. Além disso, contou com espaço lúdico para crianças e um estande do projeto Promotor@s em Saúde da População Negra do território. 

A mesa de abertura foi composta pela coordenadora do Conselho Municipal de Saúde (CMS/POA), Maria Letícia de Oliveira Garcia; pela gerente distrital da região NEB, Bárbara Cristina de Azevedo Lima, que representou o secretário de Saúde, Pablo Stürmer; pela pró-reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Aline Lins Camargo; e pelos coordenadores do Conselhos Distritais de Saúde (CDS) Eixo- Baltazar, Luiz Airton da Silva, e Norte, Maria Angélica Mello Machado. 

Bárbara relatou que nos últimos dois meses foram realizadas reuniões periódicas todas as quintas-feiras para que a organização pudesse ser a melhor possível. A gerente da região, em sua fala de abertura, ressaltou aos participantes para que se colocassem trazendo as necessidades de melhorias para o território. 

Já Maria Letícia comoveu a plateia ao trazer, para reflexão, um trecho do sanitarista Sérgio Arouca, de 1986, ano da 8º Conferência Nacional de Saúde que traçou as bases para a construção do SUS: “Saúde não é simplesmente ausência de doenças, é um bem estar físico, social, afetivo e que pode significar que as pessoas tenham mais alguma coisa do que simplesmente não estar doentes, que tenham direito a casa, trabalho, salário digno, água, vestimenta, educação e as informações de como dominar o mundo e transformá-lo. Que tenham direito ao meio ambiente e que não seja agressivo, pelo contrário, permita uma vida digna e decente, direito ao sistema político e que respeite a livre opinião, a possibilidade de organização e a auto determinação de um povo e que não esteja a todo tempo submetido ao medo da violência, mesmo diante da miséria e que resulta no roubo, no ataque e que não esteja também submetido ao medo da violência de um governo que usa seu próprio povo para manter interesses que não são do povo". 

As discussões em grupo foram realizadas nas salas de aula, divididos nos três eixos balizadores. O Eixo 1, Saúde como Direito, teve dois grupos de discussões, e os outros dois: Consolidação dos Princípios do SUS (Eixo 2) e Financiamento Adequado e Suficiente para o SUS (Eixo 3), um grupo cada. A atividade encerrou com a votação das propostas discutidas nos grupos para serem levadas para etapa final em abril. 

A pré-conferência da RES foi realizada no Centro Social Padre Pedro Leonardi (Rua Chácara do banco, 71) e contou com cerca de 150 pessoas. A atividade cultural emocionou a todos com a música das crianças do projeto Calábria e do Centro Social. A mesa oficial teve a presença do Padre Ceron, anfitrião do local; do vice-coordenador do CMS/POA, Gilmar Campos; da gerente distrital RES, Fernanda de Mello Chassot, representado o secretário de Saúde; e dos representantes dos CDS Restinga, Nídia Albuquerque, e Extremo-Sul, Idemar Rocha Nunes.

Em sua fala, Padre Ceron fez uma manifestação contundente em relação ao ataque às políticas públicas e a retirada de direitos, citou a notícia da retirada do passe livre dos idosos, e lembrou a campanha da fraternidade deste ano que fala sobre fraternidade e políticas públicas. “Se vierem com porradas e pancadas, nós viremos com amor; nós queremos saúde, direitos, garantia desde o ventre até os últimos dias de vida. O Brasil somos nós e não os governantes, não aqueles que querem privatizar tudo; com a privatização da educação e da saúde a nação morre”, alertou padre Ceron. 

Para o vice-coordenador do CMS/POA, a 8ª CMS/POA e a 16ª (8ª+8) CNS são marcos na história do SUS, assim como foi a 8ª CNS, pois trata-se de um período de desmonte do SUS. “Aqueles que lutaram para garantir uma Saúde de melhor qualidade estão sofrendo pelo desmonte do SUS. Está escrito na carta mãe: o SUS é nosso e ninguém vai nos tirar”, destacou Campos. 

Os trabalhos em grupos foram divididos em três salas, uma para cada eixo de discussão. O espaço contou com área infantil, com atividades recreativas para as crianças, artesanatos feitos pelas usuárias da região, espaço para fotografia com perucas e plaquinhas alusivas ao evento, além de estandes do projeto Promotor@s em Saúde da População Negra e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (IMESF).

 

As fotos das atividades podem ser acessas no flickr da 8ªCMS/POA (site).

 

Texto produzido por Patrícia Lopes, Shayze Rosa e Katia Camargo

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