Infraestrutura Cicloviária

A Prefeitura de Porto Alegre implantou, de janeiro de 2021 a julho de 2023, mais 12,18 quilômetros (12.175 metros) de ciclovias, que resultaram em 78,13 quilômetros de malha cicloviária para os usuários da mobilidade ativa em Porto Alegre.

 

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Ao longo de 2022 e 2023, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMU) e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) realizaram diversas reuniões para discutir o projeto de revisão e expansão da rede cicloviária com a Câmara de Vereadores, conselhos municipais, ciclistas, esportistas, cicloativistas, representantes do comércio, da área da saúde e educação.

 

Os encontros, promovidos pela Prefeitura, têm o objetivo de promover o diálogo para debater o futuro da malha cicloviária da cidade. Desta forma, a SMMU está aberta para expor projetos e discuti-los antes da implantação para que todos fiquem satisfeitos com a qualificação da mobilidade urbana

 

Em novembro de 2022, a prefeitura realizou o Seminário Mobilidade + Ativa: Caminhos para bikes em Porto Alegre. O evento gratuito com cerca de 200 participantes ocorreu no teatro da Unisinos. 

 

Com objetivo de promover a troca de experiências e falar dos desafios para a ampliação do uso da bicicleta, no encontro foram debatidas as experiências de São Paulo, Buenos Aires, Cidade do México, Florianópolis e Recife com a implantação de ciclovias. Além disso, foram abordados temas como o mercado de bicicletas compartilhadas, emprego e renda a partir do ecossistema ciclístico e os roteiros do cicloturismo.


Saiba mais:
Seminário aborda desafios de Porto Alegre e outras cidades para expansão da malha cicloviária

EPTC orienta população sobre novas regras para bicicletas e ciclomotores

 

 

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Rede Cicloviária - O mapa com a localização de todos os trechos da rede cicloviária implantada na Capital está publicado no Portal de Transparência da Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC), na página do Observatório de Mobilidade, em eptctransparente.com.br. Seu objetivo é disponibilizar amplo acesso às informações de mobilidade da capital gaúcha. 

 

A SMMU e a EPTC permanecem trabalhando em busca de recursos e parcerias para ampliar a infraestrutura cicloviária e oferecer opções de deslocamento mais sustentáveis para a população.

 

Estrutura cicloviária

A infraestrutura cicloviária consiste em espaços sinalizados destinados a circulação de bicicletas, de forma exclusiva e/ou compartilhada, isoladas ou em redes, áreas de estacionamento e parada, pontos de apoio e outros.

 

A infraestrutura cicloviária é composta pelos seguintes tipos:

  1. Espaço totalmente segregado, caracterizado como ciclovia;
  2. Espaço partilhado delimitado na pista, calçada ou canteiro, identificado como ciclofaixa;
  3. Espaço compartilhado.



1 - Ciclovia: pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum, conforme dispõe o Anexo I do CTB.

Quanto ao sentido de tráfego as ciclovias podem ser:

  • Unidirecional: quando apresenta sentido único de circulação.
  • Bidirecional: quando apresenta sentido duplo de circulação.

Caracteriza-se como o espaço em nível ou desnível com relação à pista, separado por elemento físico segregador, tais como: canteiro, área verde e outros previstos na legislação vigente. Também se aplica em espaço isolados, tais como: áreas não edificáveis, faixas de domínio, parques e outros logradouros públicos. Quanto à sua localização na via pública, estas podem estar dispostas nas laterais das pistas, nos canteiros centrais e nas calçadas.

 

2 - Ciclofaixa: Conforme disposições contidas no Anexo I do CTB entende-se como:

"Ciclofaixa - parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica".

Para efeito de descrição entende-se como:

  • Ciclofaixa: parte da pista, calçada ou canteiro central destinado à circulação exclusiva de ciclos delimitada por sinalização viária, podendo ter piso diferenciado e ser implantada no mesmo nível da pista de rolamento, ou da calçada ou do canteiro.

Quanto ao sentido de tráfego, a ciclofaixa pode ser:

  • Unidirecional: quando apresenta sentido único de circulação;
  • Bidirecional: quando apresenta sentido duplo de circulação.

 

3 - Espaços compartilhados sinalizados: Calçada, canteiro, ilha, passarela, passagem subterrânea, via de pedestres, faixa ou pista, sinalizadas, em que a circulação de bicicletas é compartilhada com pedestres ou veículos criando condições favoráveis para sua circulação, sendo mais conhecidos os seguintes tipos:

  • Rota de bicicleta ou Ciclorrota

Vias sinalizadas que compõem o sistema ciclável da cidade interligando pontos de
interesse, ciclovias e ciclofaixas, de forma a indicar o compartilhamento do espaço
viário entre veículos motorizados e bicicletas, melhorando as condições de segurança
na circulação.

  • Espaço compartilhado com pedestres

Espaço da via pública destinado prioritariamente aos pedestres onde os ciclistas
compartilham a mesma área de circulação, desde que devidamente sinalizado.

 

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Educação - Operação Blitz Bike

Alertar ciclistas sobre a importância da percepção dos riscos e do autocuidado no trânsito é o objetivo da tradicional ação educativa Operação Blitz Bike, realizada pelos agentes de trânsito da Escola Pública de Mobilidade.

 

Os ciclistas, que têm o dever de respeitar a sinalização, têm preferência sobre os veículos automotores, mas devem sempre dar prioridade aos pedestres. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) descreve a bicicleta como veículo e refere que deve ser conduzida nos locais a ela destinados: ciclovias, ciclofaixas ou acostamentos. Quando não houver, o ciclista deverá usar o bordo da pista de rolamento, no mesmo sentido dos demais veículos, e não o contrafluxo (exceto se houver ciclovia sinalizada). 

 

A prioridade nas ações de educação, fiscalização e projetos de engenharia viária da Secretaria de Mobilidade Urbana, por meio da EPTC, é salvar vidas e reduzir o número de vítimas no trânsito. Com este objetivo, são realizadas regularmente ações orientativas, campanhas  e atividades de conscientização, inclusive nas redes sociais. O órgão gestor de trânsito e transporte de Porto Alegre ainda oferece cursos gratuitos na plataforma de ensino à distância (EaD) da Escola Pública de Mobilidade, como o Pedalando com Segurança, que podem ser acessados em www.eadeptc.com.br

 

Proteção - O uso do capacete é fundamental. Além de proteger contra traumatismo craniano e lesão cerebral em casos de queda, ajuda a evitar eventuais cortes e escoriações. Outro equipamento de proteção individual (EPI) essencial para o ciclista, principalmente à noite, é o farol ou lanterna. Muitas vezes os motoristas ou pedestres não percebem a presença da bike, por isso é importante investir em faróis e iluminação traseira para garantir a segurança na pedalada.

 

Principais EPIs

  • Capacete
  • Luvas
  • Óculos
  • Retrovisores e buzinas
  • Farol e lanterna

 

04.06.2023 - Pedro Piegas - EPTC - Blitz Bike na Avenida José de Alencar-12pq.jpg

Serviço de bike compartilhada

 

O sistema de bicicletas de aluguel BikePOA Itaú funciona diariamente, das 6h às 22h, com 665 bicicletas distribuídas em 59 estações fixas.


Para utilizar, basta baixar o app da Tembici, empresa credenciada pela prefeitura para oferecer o serviço na Capital, escolher um plano que combine com você e começar a pedalar.


A partir de junho, os usuários têm mais uma opção para aproveitar as bikes por meio do aplicativo da Uber, que permite efetuar o desbloqueio para utilizar os veículos na modalidade avulsa, em viagens de até 15, seguindo a tarifa e condições dessa modalidade estipuladas pela credenciada.


Atualmente, as bicicletas estão distribuídas pelos bairros do Rio Branco, Santa Cecília, Praia de Belas, Menino Deus, Cristal, Cidade Baixa, Moinhos de Vento, Tristeza, Azenha e Centro Histórico. Após concluída a expansão em andamento, Porto Alegre terá 1.000 bicicletas e 100 estações. Neste ano de 2023, o sistema já realizou mais de 1,1 milhão de deslocamentos.


Para saber a localização das estações e o mapa da rede cicloviária implantada em Porto Alegre, acesse o mapa do ObservaMOB, o Observatório de Mobilidade da EPTC.


Acesse o site do BikePoa


Faça o download dos aplicativos:

App BikePoa
Baixe na Google Play 

Baixe na App Store

 

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