
Sistema de Proteção Contra Cheias
O sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre foi concebido pelo extinto Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS) na década de 1960, em resposta à enchente de 1941. A estrutura abrange a área costeira entre os bairros Sarandi, na Zona Norte, e Cristal, na Zona Sul - sendo composta, principalmente, por diques externos e internos, além de comportas. O sistema também é integrado à drenagem urbana por meio das Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps).
Conforme estabelece o artigo 21 da Constituição Federal de 1988, compete à União “planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente as secas e as inundações”. Nesse contexto, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) atua de forma suplementar aos governos federal e estadual na manutenção, qualificação e reforço das estruturas de proteção da cidade.
Diagnóstico do sistema após a cheia histórica de 2024
Após a enchente histórica de 2024, o Dmae iniciou um amplo trabalho de pesquisa e diagnóstico em todo o sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre. O objetivo foi identificar os pontos de entrada da água dos rios na cidade e subsidiar a definição das obras corretivas necessárias para o reforço das estruturas.
A iniciativa foi ampliada com a contratação da empresa Rhama Analysis, que atua como consultora técnica do Departamento nas áreas de proteção contra cheias e drenagem urbana. Desde então, todas as obras e intervenções executadas têm como foco o aumento da segurança nos pontos de vulnerabilidade do sistema.
Como funciona o sistema de proteção contra cheias
- Diques
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Porto Alegre conta com 68 quilômetros de diques em seu sistema de proteção contra cheias. Desse total, 24 quilômetros são diques externos, responsáveis por proteger a cidade da elevação do nível do Lago Guaíba e do Rio Gravataí.
Essas estruturas se apresentam de diferentes formas. Além do Muro da Mauá e dos diques de terra localizados em regiões como o entorno da sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e o bairro Sarandi, também integram o sistema estruturas incorporadas ao cotidiano da população, como a Freeway e as avenidas Castelo Branco e Edvaldo Pereira Paiva, projetadas para atuar como barreiras de proteção contra inundações.
Os outros 44 quilômetros de diques são internos e estão localizados às margens dos arroios da cidade. Essas estruturas auxiliam na contenção das águas e integram o sistema de drenagem urbana de Porto Alegre.
- Comportas
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O projeto do sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre previu 14 passagens entre os diques, com o objetivo de manter o acesso da população à orla do Guaíba e facilitar a mobilidade urbana entre a Zona Norte e a região central da cidade.
Em situações de elevação do nível dos rios, essas passagens podem ser fechadas por meio de comportas - estruturas metálicas de grande porte que funcionam como barreiras de proteção contra a entrada da água.

- Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps)
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As Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) integram o sistema de drenagem urbana de Porto Alegre e atuam de forma articulada com o sistema de proteção contra cheias em períodos de elevação do nível dos rios.
A principal função dessas estruturas é bombear para fora dos diques a água da chuva acumulada na cidade, contribuindo para reduzir os riscos de alagamentos. Ao todo, Porto Alegre conta com 23 unidades desse tipo, popularmente conhecidas como casas de bombas.Ebap 1 - Rodoviária e entorno
Ebap 2 - Rodoviária e entorno
Ebap 3 - Bairro São Geraldo e entorno
Ebap 4 - Parque Náutico e entorno (4º Distrito)
Ebap 5 - Vila Farrapos e bairro Humaitá
Ebap 6 - Bairro Anchieta
Ebap 7 - Avenida Sertório e entorno
Ebap 8 - Vila Farrapos
Ebap 9 - Bairro Sarandi
Ebap 10 - Bairro Sarandi
Ebaps 11A e 11B - Bairro Cristal
Ebap 12 - Bairro Menino Deus e entorno
Ebap 13 - Bairro Praia de Belas e entorno
Ebap 14 - Bairro Azenha e entorno
Ebap 15 - Avenida Ipiranga e entorno
Ebap 16 - Bairro Cidade Baixa e entorno
Ebap 17 - Centro Histórico
Ebap 18 - Centro Histórico
Ebap 19 - Vila Planetário e entorno
Ebap 20 - Bairro Sarandi (Vila Minuano)
Ebap 21 - Bairro Sarandi (Vila Asa Branca)
Ebap 22 - Trincheira da Avenida Ceará
- Histórico das maiores cheias registradas no Guaíba
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Maiores cheias do Lago Guaíba - Cais Mauá
1873 – 3,50m
1914 – 2,60m
1928 – 3,20m
1936 – 3,22m
1941 - 4,75m
1967 - 3,13m
1984 – 2,60m
2015 – 2,94m
2016 – 2,65m
2023 (setembro) - 3,18m
2023 (novembro) - 3,46m
2024 - 5,37m
2025 - 2,95m
Parâmetro: Cais Mauá, onde a cota de inundação é 3 metros.
Obras concluídas após a cheia histórica de 2024
- Muro da Mauá - Obra Concluída
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Localizado às margens do Guaíba, entre o porto e a avenida Mauá, o Muro da Mauá é uma das principais estruturas do sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre. Construído em concreto armado, possui 2,6 quilômetros de extensão - o equivalente a cerca de 4% de toda a extensão de diques da Capital. O muro tem seis metros de altura, sendo três metros acima do solo e três abaixo dele.
A estrutura é responsável por proteger o Centro Histórico em situações de elevação do nível do Guaíba. Após a enchente histórica de 2024, o muro passou por uma revisão completa. As patologias identificadas em estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foram corrigidas em obra conduzida pelo Dmae e pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi), reforçando a segurança estrutural do sistema.
- Dique da FIERGS - Obra Concluída
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Localizado no entorno da sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), o dique de terra teve parte de sua estrutura degradada ao longo do tempo, em razão da ação humana e do desgaste natural ocorrido entre a sua construção e a enchente histórica de 2024.
As obras de reconstrução integram o projeto da bacia do Arroio Feijó, que está sob responsabilidade do governo estadual. Contudo, a Prefeitura antecipou, em julho de 2024, a recuperação da estrutura até a cota de 5,8 metros - equivalente ao maior nível registrado durante a enchente histórica.
As intervenções, concluídas em janeiro de 2025, visam proteger a região até a execução das obras definitivas, integradas à Região Metropolitana.
- Dique do Sarandi, trechos 1 e 2 - Obra Concluída
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O Dique do Sarandi tem início na BR-290 e se estende por um dos bairros mais populosos de Porto Alegre até a avenida Assis Brasil. Ao longo das quase cinco décadas entre a sua construção e a enchente histórica de 2024, a estrutura foi ocupada irregularmente em diversos pontos, comprometendo sua capacidade de proteger a população.
A reconstrução integra o projeto do sistema de defesas do rio Gravataí, conduzido pelo Governo do Estado. Entretanto, considerando que durante o evento climático de 2024 o dique apresentou um importante ponto de rompimento, a Prefeitura executou ações imediatas de reconstrução e reforço da estrutura, visando a elevação da cota à marca de 5,8 metros.
Com cerca de quatro quilômetros de extensão, o dique foi dividido em três trechos para viabilizar as intervenções. O primeiro segmento, localizado entre a Freeway e a Ebap 9, não possuía ocupações irregulares e teve as obras iniciadas ainda em 2024, com conclusão em janeiro de 2025. No segundo trecho, com aproximadamente 300 metros de extensão, as obras começaram em julho de 2025, após a resolução de entraves judiciais.
Para viabilizar a reconstrução completa do dique, mais de 50 famílias foram acolhidas pelo Município. As intervenções neste segmento possuem maior complexidade em razão do nível de degradação identificado na estrutura.
- Extinção das comportas 3, 5, 7, 8, 9, 10, 13 e 14 - Obra Concluída
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Após a enchente histórica de 2024, o Dmae definiu pela desativação da maior parte das passagens originalmente abertas nos diques do sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre.
A medida tem como principal objetivo ampliar a segurança da cidade diante de eventos climáticos extremos. A decisão considera, entre outros fatores, a redução do fluxo de veículos e pedestres na região interna do porto, além da consolidação de novas alternativas de mobilidade urbana desenvolvidas ao longo dos últimos anos.
As primeiras obras foram concluídas ainda em 2024, com a substituição das passagens 3, 5 e 7, localizadas no Muro da Mauá, por estruturas fixas de concreto armado. Em 2025, as intervenções avançaram para as comportas 8, 10, 13 e 14 - esta última considerada o principal ponto de entrada da água dos rios na cidade durante a enchente histórica.
Já em 2026, foi concluída a desativação da última passagem contemplada neste conjunto de intervenções: a comporta 9.
- Reforma das comportas 1, 2, 4 e 6 - Obra Concluída
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As comportas 1, 2, 4 e 6, localizadas no Muro da Mauá, não apresentaram falhas significativas durante a enchente histórica de 2024. Além disso, as estruturas seguem desempenhando funções importantes para o acesso à região portuária, garantindo, entre outras atividades, a operação do Embarcadero e do Catamarã.
Diante disso, o Dmae realizou intervenções voltadas ao reforço dos mecanismos de fechamento dos portões e à qualificação da mobilidade nas passagens. As comportas também passaram por reforço estrutural e nas suas estruturas de fixação. As melhorias permitirão maior vedação entre as comportas e o muro, além de tornar mais ágil e segura a operação em caso de necessidade.
- Substituição das comportas 11 e 12 - Obra Concluída
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As comportas 11 e 12 também desempenham funções importantes para a mobilidade urbana no cotidiano da população. No entanto, em vez de reformar as estruturas antigas, o Dmae optou pela fabricação de novas comportas, projetadas especialmente para suportar a força da água na região sob influência do rio Jacuí.
Além do reforço estrutural, as novas barreiras móveis que protegem as passagens contam com um novo mecanismo de fechamento, proporcionando melhores condições de operação, mais agilidade e maior segurança em situações de necessidade.
- Substituição das tampas dos condutos forçados Álvaro Chaves, Polônia, Carneiro da Fontoura, Assis Brasil e Miguel Couto - Obra Concluída
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As tampas dos condutos forçados Álvaro Chaves, Polônia, Carneiro da Fontoura, Assis Brasil e Miguel Couto foram substituídas para aumentar a resistência do sistema à pressão provocada por eventuais elevações no nível do Guaíba e do rio Jacuí. A obra, orçada em R$ 1,2 milhão, tem como objetivo evitar o surgimento dos chamados “chafarizes” registrados no 4º Distrito durante períodos de cheia e episódios de chuva intensa.
Ao todo, 14 tampas de condutos foram substituídas em diferentes pontos da cidade, reforçando a segurança e a eficiência do sistema de drenagem urbana:- Avenida Polônia, próximo à esquina com a rua Voluntários da Pátria
- Avenida Polônia, esquina com a rua Rio Grande
- Avenida Polônia, esquina com a rua Missões
- Rua Álvaro Chaves, esquina com a rua Conselheiro Travassos
- Avenida Carneiro da Fontoura, próximo à rua Visconde de Pelotas
- Rua Voluntários da Pátria, nº 2260
- Rua Voluntários da Pátria, no alinhamento da rua da Consolação
- Rua Voluntários da Pátria, nº 2817
- Avenida Assis Brasil, cruzamento com a rua General Emílio Lúcio Esteves
- Rua Miguel Couto, próximo ao Parque Marinha do Brasil
- Proteção das Estações de Bombeamento de Água Bruta (Ebabs) Moinhos de Vento e Menino Deus - Obra concluída
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As Estações de Bombeamento de Água Bruta (Ebabs) Moinhos de Vento e Menino Deus, que integram o sistema de abastecimento de água, passaram por obras de proteção contra cheias entre junho e agosto de 2026.
Nas duas estações, foram construídas câmaras de descarga junto aos poços de visita. As novas estruturas impedem que, durante períodos de cheia, a elevação do Guaíba provoque o retorno da água pelas tubulações e comprometa as unidades operacionais. Esses pontos de vulnerabilidade foram identificados durante a cheia histórica de 2024.
Na Ebab Moinhos de Vento, também foram instaladas comportas para permitir a manutenção da estação na área protegida. Já na Ebab Menino Deus, a proteção foi reforçada pela instalação de tampas herméticas nos poços de visita das adutoras de captação, localizados no interior do Parque Marinha do Brasil.
As Ebabs são responsáveis pela captação da água diretamente no Guaíba e, por isso, precisam permanecer próximas ao nível do manancial. A partir delas, a água é encaminhada às Estações de Tratamento de Água (ETAs), onde passa pelo processo de tratamento antes de ser distribuída à população. - Proteção das câmaras de descarga das Ebaps 1, 2, 3, 4, 6, 13, 17 e 18 - Obra Concluída
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As Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) 1, 2, 3, 4, 6, 13, 17 e 18 passaram por obras voltadas ao reforço da proteção contra o retorno da água dos rios pelos poços de controle das estruturas.
As Ebaps 1, 2, 3 e 4, que já possuíam comportas de gravidade, do tipo guilhotina, receberam novas válvulas, do tipo flap. Com isso, foi garantida a dupla proteção das estruturas em caso de elevação do nível do Guaíba.
Nas Ebap 6, 17 e 18, chaminés de equilíbrio, construídas em concreto armado, passaram a proteger as câmaras e canais de descarga. Já na Ebap 13, duas tampas herméticas foram instaladas junto aos poços.
As ações eliminam as falhas de concepção identificadas nos projetos que antecederam a construção das estações. Com isso, as soluções permitem que os equipamentos permaneçam em operação mesmo quando os cursos d’água ultrapassam a cota de inundação.
- Instalação de geradores, quadros de transmissão automática e sensores nas Ebaps de Porto Alegre - Obra Concluída
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O Dmae reforçou a operação das Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) com a instalação de sensores de telemetria. O sistema permite o monitoramento, em tempo real, do nível dos poços de sucção - indicador que define a necessidade de acionamento dos motores. O trabalho é realizado 24 horas por dia, sete dias por semana.
Com isso, o Centro de Supervisão Operacional (CSO) Pluvial, dedicado à proteção contra cheias e drenagem urbana, passou a acompanhar remotamente o funcionamento das casas de bombas, garantindo mais agilidade na mobilização das equipes especializadas, acionadas imediatamente em caso de necessidade. O investimento foi de R$ 1 milhão.
As estações contam, ainda, com geradores de energia para assegurar o funcionamento do sistema de drenagem urbana em situações de interrupção no fornecimento elétrico. Para ampliar a segurança operacional, foram instalados Quadros de Transferência Automática (QTAs), que acionam os geradores de forma instantânea em caso de oscilação ou queda de energia.
O desligamento também ocorre automaticamente após o restabelecimento do fornecimento pela concessionária.
- Correção da falha causada pela implantação de trilhos da malha ferroviária - Obra Concluída
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A Prefeitura concluiu em julho de 2026 a obra de proteção contra cheias junto à malha ferroviária de Porto Alegre. A intervenção eliminou um ponto de vulnerabilidade existente no sistema desde a implantação da ferrovia, quando a cota original de proteção foi reduzida naquele trecho. Os trabalhos foram executados em área concedida pelo Governo Federal à empresa Rumo Logística.
A intervenção consistiu na construção de um dique no trecho onde a implantação da ferrovia havia reduzido a cota original do sistema de proteção.
- Proteção imediata da área entre os bairro Sarandi e Anchieta (pôlderes 7 e 8) - . Previsão de conclusão: agosto de 2026
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As obras imediatas de proteção na área entre os bairros Sarandi e Anchieta, na Zona Norte, foram iniciadas em junho e concluídas em agosto de 2026. A intervenção consistiu na construção de um dique, com cerca 100 metros de extensão, junto Rio Gravataí. Além disso, foi instalado um sistema móvel de fechamento das galerias que ligam os arroio Passo das Pedras e Areia ao manancial.
O investimento total foi de cerca de R$ 47 milhões. Desse valor, R$ 24,2 milhões foram destinados às obras civis iniciadas nesta sexta-feira. O restante foi utilizado na aquisição de geradores, eletrocentros e bombas flutuantes de alta capacidade. Na prática, a iniciativa antecipou a primeira etapa do projeto de proteção da bacia do Rio Gravataí, liderado pelo Governo do Estado.

- Proteção da Usina do Gasômetro - Obra Concluída
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O prédio da Usina do Gasômetro, um dos cartões-postais de Porto Alegre, também passou por obras de proteção contra cheias. As antigas câmaras de resfriamento, que ligavam a estrutura histórica diretamente ao Guaíba, foram permanentemente fechadas com concreto.
A Usina recebeu, ainda, comportas metálicas herméticas para impedir que, em caso de cheia, o Guaíba entre na cidade pelas portas e janelas. Ao todo, 46 barreiras de proteção móveis foram instaladas, com investimento de R$ 690 mil.
A Usina do Gasômetro integra o sistema de proteção contra cheias, ligando o Muro da Mauá ao trecho 1 da Orla do Guaíba.

Obras em andamento após a cheia histórica de 2024
- Dupla alimentação de energia elétrica às estações de drenagem, água e esgoto - obra em andamento. Previsão: novembro de 2026
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A implantação da dupla alimentação de energia elétrica nas estações do Dmae é uma iniciativa pioneira no Brasil. Com investimento superior a R$ 18 milhões, o projeto vai garantir o funcionamento ininterrupto das 37 principais unidades que integram os sistemas de drenagem urbana, abastecimento de água e esgotamento sanitário de Porto Alegre, reduzindo os impactos de eventos climáticos extremos sobre os serviços essenciais.
Com o novo modelo, as estações passarão a receber energia de duas fontes independentes. Em caso de falha em um dos alimentadores, o sistema realizará o acionamento automático da fonte alternativa, assegurando maior redundância, confiabilidade e agilidade na resposta a ocorrências. A medida reduz o risco de desabastecimento de água, extravasamento de esgoto e alagamentos.
A nova rede, destinada exclusivamente ao atendimento das estruturas do Dmae, terá mais de 41 quilômetros de extensão. A fiação aérea contará com proteção adicional para minimizar interferências provocadas pela vegetação. O projeto prevê, ainda, a instalação de 68 religadores telecomandados - equipamentos operados remotamente pela concessionária, capazes de acelerar o restabelecimento do fornecimento de energia em caso de falhas.
- Aumento da resiliência das Ebaps 1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9, 10, 12, 17, 18, 20 e 21 - obra em andamento. Previsão: entregas graduais no decorrer de 2027
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As obras de aumento de resiliência climática nas Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) 5, 6, 8, 10, 12, 17, 18 e 20 foram iniciadas entre os meses de março e abril de 2026. As empresas vencedoras dos processos licitatórios atuam na consolidação dos projetos executivos - considerada a primeira etapa de intervenções. O trabalho é acompanhado pelo corpo técnico do Dmae.
As intervenções incluem a qualificação das estruturas prediais, além do fornecimento e da instalação de novos equipamentos eletromecânicos. Parte das bombas verticais será substituída por modelos submersíveis, mais adequados para operação em situações extremas. Os painéis de comando serão elevados, e geradores de energia passarão a ser instalados de forma permanente nas unidades.

- Tamponamento de redes de drenagem ligadas diretamente ao Arroio Dilúvio - obra em andamento. Previsão: novembro de 2026
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Parte da bacia do Arroio Dilúvio possui um sistema de drenagem urbana que opera por gravidade, sem a necessidade de bombeamento. Este é o caso de áreas mais baixas do bairro Praia de Belas, por exemplo. Para evitar o retorno da água pelas bocas de lobo durante períodos de cheia, o Dmae atua no tamponamento das redes de drenagem conectadas diretamente ao arroio.
As tubulações que necessitam de intervenção foram identificadas e mapeadas durante os eventos de cheia registrados em 2024 e 2025. As medidas em andamento possuem caráter temporário. Paralelamente, encontram-se em desenvolvimento estudos para os pôlderes 12, 13, 14, 15 e 16 - prevendo soluções definitivas de interceptação das redes, com posterior direcionamento e integração hidráulica às respectivas casas de bombas.
Próximas obras no sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre
- Resiliência das Ebaps 13, 14, 15, e 16
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As Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) 2, 9, 13, 14, 15, 16 e 21 integram os dois últimos lotes de casas de bombas que passarão por obras de resiliência climática em Porto Alegre.
Além da qualificação das estruturas prediais, os projetos preveem o fornecimento e a instalação de novos equipamentos eletromecânicos. Parte das bombas verticais será substituída por modelos submersíveis, mais adequados para operação em situações extremas. Os painéis de comando serão elevados, e geradores de energia passarão a ser instalados de forma permanente nas unidades.
Os editais de concorrência pública para contratação das empresas responsáveis pelas obras têm previsão de lançamento até setembro de 2026. - Obra definitiva de proteção contra cheias dos pôlderes 7 e 8
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A Prefeitura recebeu, em 11 de setembro de 2026, a autorização para executar a obra definitiva de proteção contra cheias dos pôlderes 7 e 8, localizados entre os bairros Anchieta e Sarandi. Com investimento estimado em R$ 300 milhões, a obra havia sido proposta ao Governo Federal em 2025.
Ela representa a sequência das intervenções já executadas entre junho e agosto de 2026, no contexto da bacia do Rio Gravataí. Na obra definitiva, serão construídas duas novas Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps), alargados os canais dos arroios Passo das Pedras e Areia e reconstruídos os diques dos respectivos cursos d’água.
A previsão é de que a concorrência pública que definirá a empresa executora seja aberta no primeiro trimestre de 2027.
- Ampliação da capacidade do sistema de drenagem urbana
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O crescimento urbano contínuo e acelerado de Porto Alegre ampliou a necessidade de modernização e aumento da capacidade do sistema de drenagem urbana. Em algumas regiões da cidade, ainda existem deficiências históricas que resultam em pontos recorrentes de acúmulo de água durante episódios de chuva intensa, como ocorre em áreas da Vila Farrapos e do bairro Humaitá, na Zona Norte.
Desde 2021, quando o Dmae assumiu a liderança da área de projetos em drenagem urbana, o corpo técnico da autarquia atua na elaboração de soluções voltadas à ampliação da capacidade das Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps), além da modernização das redes de micro e macrodrenagem das regiões atendidas pelo sistema existente. A partir de 2024, parte significativa desses projetos já recebeu aprovação das entidades financiadoras.
Nos próximos cinco anos, receberão melhorias regiões como os pôlderes 1 e 2, no entorno da Rodoviária; 3 e 4, no 4º Distrito; 5, 7 e 8, que inclui a bacia do Arroio Areia e os bairros Anchieta, Humaitá e Vila Farrapos; 10, no bairro Sarandi; e 12, 13, 14, 15 e 16, abrangendo os bairros Praia de Belas, Menino Deus, Cidade Baixa, Azenha e áreas próximas.
Mais de R$ 1,1 bilhão em recursos já estão disponíveis para a execução das intervenções, que deverão ser licitadas até o primeiro semestre de 2027. Em razão da complexidade e do porte das obras, a previsão é de conclusão das melhorias até 2031.
Serão construídas 9 novas casas de bombas, 26 km de novas redes e galerias, 2 km de parque linear e 11 reservatórios de amortecimento.
- Macrodrenagem dos arroios Cavalhada, Moinhos e Guabiroba
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Três grandes projetos de macrodrenagem estão previstos para as zonas Sul e Leste de Porto Alegre, nas bacias dos arroios Cavalhada, Moinho e Guabiroba. A iniciativa integra o programa POA+DrenaResiliente, financiado pelo banco de desenvolvimento alemão KfW
Na área do arroio Moinho, serão construídos três reservatórios de amortecimento com capacidades de 58,5 mil, 14 mil e 12 mil m³; e implementados de 4 km de galerias e canais. A obra beneficiará os moradores dos bairros Partenon e Vila João Pessoa.
Já na bacia do Guabiroba, serão implantados 2,3 km de canais de macrodrenagem, 8 km de redes de microdrenagem e 8 km de redes de esgotamento sanitário. As intervenções visam a melhoria da drenagem urbana nos bairros Belém Novo e Chapéu do Sol.
Por fim, na região do arroio Cavalhada, serão implantados 260 m de condutos forçados, 1,2 km de coletor geral e 5 km de rede de esgotamento sanitário. Um trecho de 620 m do curso d'água será canalizado, dando sequência às obras do Projeto Integrado Socioambiental (PISA). A obra beneficia os bairros Cristal e Cavalhada. - Reconstrução do Dique da Avenida Assis Brasil
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O dique da Avenida Assis Brasil foi um dos pontos de fragilidade identificados durante a cheia histórica de 2024. Para corrigir esta deficiência, uma nova estrutura, com 670 metros de extensão, será construída no acesso à alça de Cachoeirinha. Com isso, a cota de proteção será elevada a sete metros. O investimento previsto é de R$ 16 milhões.

- Sistema de Proteção Contra Cheias da Zona Sul
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A concepção do sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre, desenvolvida entre as décadas de 1960 e 1970, contemplou principalmente as áreas mais urbanizadas da cidade à época. Nas décadas seguintes, porém, o crescimento urbano avançou de forma acelerada na Zona Sul, sem que as estruturas de proteção fossem ampliadas na mesma proporção.
Como consequência, regiões localizadas em cotas mais baixas em relação ao Guaíba - como os bairros Guarujá, Serraria e Lami - permaneceram mais vulneráveis a eventos de inundação.As cheias registradas em 2023, 2024 e 2025, que provocaram impactos significativos nessas áreas, motivaram o início de um estudo inédito para a ampliação do sistema de proteção contra cheias em direção ao Extremo Sul da cidade, a partir do bairro Cristal.
Nesta etapa, foram priorizadas as regiões mais populosas e com menor cota em relação ao Guaíba. Os bairros Guarujá e Serraria já contam com estudos de concepção em estágio avançado para implantação de diques, casas de bombas e outras estruturas consideradas fundamentais para ampliar a segurança da população.
Os detalhes das propostas, que seguem em elaboração, serão apresentados às comunidades locais ao longo de 2026.
Informações atualizadas às 10h30min de 8 de outubro de 2026.
